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O minicurso busca discutir sobre as atividades de ensino e aprendizagem prática, de apoio pedagógico lúdico a criança hospitalizada que se encontra inserida no contexto escolar, garantindo seu desenvolvimento, e contribuindo para a sua reinserção e adaptação no ambiente escolar após a alta. As atividades é desenvolvida no o Serviço de Hemato-Oncologia do HUSM no Centro de Tratamento da Criança com Câncer (CTCriaC), que dispõe de equipe, constituída de médicos, profissionais de enfermagem, nutricionista e psicóloga e fisioterapeuta, é a unidade de internação de crianças e adultos jovens (0 a 20 anos) com leucemias, tumores sólidos e distúrbios hematológicos, que realiza assistência multiprofissional no diagnóstico, tratamento, manutenção e cuidados paliativos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reinserindo-os na vida social (trabalho, família, lazer, etc). Para Ortiz e Freitas (2005), a Pedagogia Hospitalar constitui-se em um direito previsto em lei que possibilita o fortalecimento individual do paciente, a conquista da autonomia e a construção de conhecimentos por meio da realização de atividades e tarefas interdisciplinares e construtivas dentro do ambiente hospitalar. Através das ações, permite aperfeiçoar a aprendizagem complementar dos acadêmicos do Curso de Pedagogia, por meio de atividades prático-teóricas de forma lúdica, realizadas junto aos pacientes do Serviço de CTcriaC, viabilizando assim, mais uma forma de aprendizado complementar aos licenciados. As práticas relacionadas às vivências extracurriculares no setor, viabilizam o acesso dos alunos permitem que os mesmos adquiram conhecimentos complementares sobre ações pedagógicas desenvolvidas no ambiente hospitalar em prol do processo de aprendizagem da criança hospitalizada possibilitando que ela não perca o vínculo com a instituição escolar que frequenta, contribuindo, portanto, para a formação dos alunos e as ações pedagógicas desenvolvidas no ambiente hospitalar, em prol do processo de aprendizagem da criança hospitalizada possibilita que ela não perca o vínculo com a instituição escolar que frequenta.
MINISTRANTE: JANE SCHUMACHER - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

A comunicação se constitui como instrumento primordial para o desenvolvimento de habilidades importantes, sobretudo, para o estabelecimento das relações psicossociais e aprendizado. A existência da perda auditiva em crianças em idade escolar pode se constituir como uma condição limitadora para o desenvolvimento da linguagem oral e o estabelecimento do aprendizado, principalmente quanto aquela é diagnosticada tardiamente. Muitas vezes, é no contexto escolar que os primeiros sintomas começam a ser evidenciados. Diante disso, o professor assume uma posição privilegiada, enquanto mediador dos processos de aprendizagem, a partir da consideração das singularidades de cada aprendiz. Este fundamento remete-nos ao conceito de inclusão e interpela dos profissionais envolvidos no processo ensino-aprendizagem uma práxis critico-reflexiva, fundamentadas numa participação ativa do professor, da família e da criança. Identificar e acolher as especificidades comunicativas de cada criança se torna requisito essencial para o estabelecimento de uma relação profícua, que promova a construção e o compartilhamento de conhecimentos. Apesar da grande difusão de informações acerca dos diferentes transtornos e condições de saúde que afetam diretamente a comunicação das crianças no contexto escolar, vemos que na prática os professores ainda encontram dificuldades no saber lidar com possíveis limitações, bem como na identificação das condições potenciais de acessibilidade, evidenciando um distanciamento em o ideal e o real na práxis educacional. Diante disso, a proposta de trabalho visa ampliar o olhar do professor, mediante o estabelecimento de uma interação teoria-prática, em relação às crianças que possuem perda auditiva e que usam dispositivos de tecnologia assistiva. Inicialmente, será apresentado um conteúdo teórico acerca de perda auditiva em crianças, envolvendo principais sintomas, formas de diagnóstico e sobre os modelos de dispositivos de tecnologia assistiva mais utilizados. O conteúdo teórico será complementado por uma abordagem prática, mediante o manuseio básico dos dispositivos mais utilizados por crianças que possuem perda auditiva, bem como seus recursos auxiliares que visam potencializar a comunicação e o processo de aprendizagem em sala de aula. Com isso, pretende-se contribuir para a práxis do professor diante de crianças usuárias de dispositivos de tecnologia assistiva em sala de aula, promovendo novas reflexões e práticas que auxiliarão significativamente no estabelecimento do processo de ensino e construção de conhecimento.
MINISTRANTE: VANESSA MARIA DA SILVA / UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, CHIRLENE SANTOS DA CUNHA MOURA / CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - UNIPÊ

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

As pesquisas em Ensino de Ciências e, especificamente, em CTS vêm trilhando caminhos que convergem para a reflexão contínua da prática docente, à formação crítica e reflexiva a ser oferecida aos sujeitos e, sobretudo, a tentativa de promoção do exercício da cidadania e tomada de decisão. Quando nos debruçamos nos trabalhos publicados dessa natureza, contudo, fica evidente a carência de situações de discussão epistemológica acerca de CTS nos currículos de Licenciatura em Ciências, sendo estas, por vezes, restristas à formação continuada. Este fato, contribui para que a orientação CTS seja vista como um arcabouço teórico e metodológico cujo professor de Ciências em formação se vê pouco familiarizado. Em contrapartida, vê-se nesse contexto um campo fértil para o enraizamento de Representações Sociais (RS) que processualmente vão se fazendo presentes no pensamento coletivo de licenciandos e professores no tocante à orientação CTS. Essas RS refletirão, por sua vez, no esforço empregado pelo docente na valorização de ações argumentativas e emancipatórias dos educandos em sala de aula no processo de construção do conhecimento científico, conforme requerido nos PCN e na BNCC. Nesse sentido, esta proposta de minicurso tem por objetivo abordar o estudo de RS em pesquisas CTS por meio da construção de unidades didáticas. No que tange aos objetivos específicos de aprendizagem, espera-se: I) compreender os aspectos epstemológicos relativos à Teoria das Representações Sociais (TRS); II) reconhecer a relevância TRS nos estudos em CTS; III) Desenvolver a capacidade de construção e análise de unidades didáticas em CTS; e IV) reconhecer as unidades didáticas como uma ferramenta metodológica para a elucidação de RS em estudos CTS. Para tanto, o planejamento do minicurso contemplará situações de discussão expositiva e dialogada mediadas pelo professor mediador, atividade prática de construção de unidades didáticas pelos participantes, apresentação e debate das unidades construídas. Por fim, a avaliação do minicurso se dará continuamente ao longo de todo o processo formativo.
MINISTRANTES: ROBERTO CARLOS SILVA DOS SANTOS - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, VALÉRIA BARBOZA VERÍSSIMO - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, WILKA KARLA MARTINS DO VALE - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 10

ADICIONAR

O objetivo do minicurso é refletir de que forma e em que medida a dimensão socioafetiva influencia no processo de ensino-aprendizagem, considerando-se o vinculo afetivo na relação professor aluno e sua contribuição na construção do conhecimento. Nesse sentido, será abordada a importância da relação entre o aspecto afetivo e o cognitivo, percebendo que o educador tanto quanto o educando estabelecem vínculos emocionais no decorrer do processo de ensino-aprendizagem. Os conceitos epistemológicos da aprendizagem são muitos e vai desde a teoria piagetiana da inteligência a teoria psicanalítica de Freud. Essa discussão será fundamentada pelos teóricos, Piaget, Vygotsky, Wallon, alicerçando as diversas abordagens que atribuem a afetividade imprescindível valor para o desenvolvimento psíquico e cognitivo do individuo. Relacionando aos vínculos emocionais e afetivos que se estabelecem desde o nascimento e influenciam na construção da personalidade, autoconceito e da autoestima, propiciando condições necessárias a aquisição da aprendizagem e sua conservação. A proposta terá três etapas, a) apresentação expositiva dialogada embasada nos teórico que fundamentos a temática, b) discussões nos pequenos grupos a cerca das reflexões provocas no primeiro momento teórico metodológico, c) apresentação de propostas para o grande grupo a fim de instrumentalizar e equacionar as práticas pedagógicas que estabeleçam relações permeadas pelo afeto no ambiente escolar que compartilham. Sendo assim, a principal contribuição formativa da proposta será atividades reflexivas que estão em consonância com o tema central do V CONEDU e a compreensão da inter-relação das dimensões cognitivas e socioafetivas e os vínculos estabelecidos no cerne da escola como facilitadoras do processo ensino aprendizagem dos sujeitos cognoscentes. Palavras-chave; Relações socioafetivas, ensino-aprendizagem, prática docente.
MINISTRANTES: MÁRCIA CRISTINA ARAÚJO LUSTOSA SILVA - UNIVERSIDAD COLUMBIA DEL PARAGUAY, JAILDO ASSIS DA SILVA - UNIVERSIDAD COLUMBIA DEL PARAGUAY, MARTA LUCIA SILVA DE MELO- UNIVERSIDAD COLUMBIA DEL PARAGUAY

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O minicurso que apresentaremos tem como justificativa as diversas mudanças do papel da coordenação pedagógica que sofreram mudanças ao longo do tempo, em que no início tinha papel fiscalizador e nos dias de hoje apresenta um importante papel articulador e de formador em serviço de professores no espaço escolar, sendo nesse espaço onde vivencia a demanda real dos professores e acompanha a rotina diária da atuação docente. Nesse sentido, com a homologação em 2017 da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental e em 2018 a 1ª versão proposta para o Ensino Médio foram publicadas, o coordenador pedagógico será importante articulador nesse processo de implementação e atualização dessas propostas curriculares no espaço escolar junto aos professores com a formação desses profissionais. Com o objetivo de realizar o debate sobre as 10 principais competências propostas pela BNCC e como o coordenador pedagógico pode realizar a formação dos professores em serviço com esse tema, o minicurso tratará as contribuições e as dificuldades desse processo através de apresentação expositiva, dialogada e com o uso de exemplos/casos a serem discutidos de forma crítica-reflexiva em pequenos grupos durante o minicurso em que sejam apresentados sugestões para resolução dos casos. Assim, tendo indicado elementos para uma breve formação de professores que atuam na coordenação pedagógica atualizados com o debate atual sobre a BNCC, ressignificando e refletindo suas práticas e propondo debate ampliado, o minicurso tem uma proposta formativa relacionadas ao profissional articulador, formador que atua no contexto educacional. Palavras-chave: Coordenação Pedagógica; BNCC; Formação de Professor.
MINISTRANTES: ROSÂNGELA DIAS SIMÕES NUNES -UFPE , INGRID DA SILVA FERREIRA - UNIVERSIDADE NACIONAL DE ROSÁRIO ARGENTINA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Este minicurso através do relevante desafio de conceber, desenvolver, consolidar e autossustentar-se de uma Gestão Escolar Participativa, com a perspectiva de implantar uma cultura de ‘Nossa Escola’ e dentro das concepções de ensino com base no princípio da gestão democrática do ensino público – como expressa legalmente no Brasil a partir da sua Constituição Federal de 1988, da LDB (Lei nº 9.394/1996) e de outras normas definidas por sistemas de ensino – para estabelecer na vida diária da escola, uma participação da comunidade escolar-local em conselhos escolares ou equivalentes, nas atividades por ela promovida; tem como objetivo, analisar, debater, reapropriar e ressignificar, os entendimentos de uma gestão escolar participativa, ante as percepções das mentalidades (qualidades dos pensamentos) e dos comportamentos sociais ativos e reativos mais veementes das pessoas no meio da comunidade escolar (compreendida através da constituição de seus sujeitos dinâmicos, a saber: gestores, técnicos, funcionários, professores, educadores, educandos, pais e/ou responsáveis pelos alunos, moradores, comerciantes e outras representações adjacentes a localidade escolar). A fim de que, em meio a esse contexto, seja, também possível, o examinar casos bens sucedidos e a troca de experiências entre os participantes, os quais, resultem em um expandir suas capacidades de perceber e assimilar a magnitude do desenvolvimento de relações saudáveis que suportem uma gestão escolar participativa e proporcionem referenciais mais adequados para empreender suas habilidades e competências no exercício profissional.
MINISTRANTE: SIDNEY ALLESSANDRO DA CUNHA DAMASCENO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O conceito de Transtorno do Espectro Autista (TEA) sofreu adaptações ao longo do tempo, algumas perspectivas, classificações e prognósticos foram modificados desde sua primeira descrição até o momento atual, em que é considerado um Transtorno do Neurodesenvolvimento, caracterizado por déficit persistentes na comunicação, interação e reciprocidade social em diferentes contextos, comportamentos não verbais de comunicação, inabilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, além dos padrões restritos e repetitivos de interesses, comportamento ou atividades. Considerada deficiente e amparada pela Lei 12.764/12 em seu artigo 3º, a pessoa com o TEA tem o direito à educação, portanto, é dever do Estado garantir atendimento especializado preferencialmente na rede regular de ensino. Contudo, os profissionais da educação ainda se sentem despreparados, inclusive pela sua formação acadêmica, para lidar com a inclusão da pessoa com TEA. Pensando na situação iminente de um número representativo de cerca de 10% de crianças com TEA em cada sala de aula de escolas públicas e privadas, conforme tramita o projeto de lei 5.749 de 2016, o objetivo deste minicurso é caracterizar, com base na heterogeneidade do TEA, o comportamento, a linguagem e a interação social das crianças com vistas a facilitar o contexto educacional. Metodologicamente, este se divide em: 1) Caracterização dos diferentes sintomas, do ritmo do desenvolvimento e dos mecanismos compensatórios presentes na pessoa com TEA e 2) no entendimento do desenvolvimento da linguagem, das crianças com TEA, uma vez que apresentam dificuldades para se comunicar, seja através da linguagem verbal e/ou não verbal. Desse modo, a Fonoaudiologia, ciência de se volta para a comunicação humana, pode oferecer subsídios que minimizem os transtornos da inclusão da criança com TEA, ao construir uma rede de apoio junto ao profissional da escola. Este minicurso tem a proposta de formação profissional voltada para o apoio à inclusão da pessoa com TEA a partir de uma reflexão crítica da atual formação do profissional da educação e ocorrerá com base em estudos de casos, por meio de dinâmicas e de atividades práticas de análise situações reais e de como lidar com elas. Espera-se trocar conhecimentos quanto à vivência e inclusão de crianças com TEA em consonância com a proposta do GT - Inclusão, Direitos Humanos e Interculturalidade, mediante a minimização da complexidade do TEA através da sua compreensão no cotidiano educacional.
MINISTRANTE: IVONALDO LEIDSON BARBOSA LIMA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ, CHIRLENE SANTOS DA CUNHA MOURA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ, VANESSA MARIA DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O presente minicurso fará uma discussão acerca do uso da memória oral individual e coletiva, como também as fontes escritas e o uso dos documentos, tendo como eixo os estudos acerca da memória, história e narrativas em educação. Refletirá acerca dos percursos, deslocamentos, rupturas teóricas e metodológicas que operam no campo da história oral, analisando as fontes e a produção do texto historiográfico. Essa metodologia tem sido utilizada pelos investigadores e/ou historiadores em diferentes áreas, inclusive as educacionais. Tem-se como objetivo nortear o uso e o tratamento da temática, na identificação das diversas situações das entrevistas, suportes e representações que concorrem no processo da memória. Neste conjunto destacam-se, as diferentes abordagens para o uso das fontes orais e impressas, identificando e diferenciando as noções sobre o que é e o que não é história oral; memória e história oral; metodologia; técnica e transcrição. A metodologia versará ações expositivas com a utilização de textos, imagens, regulamentos, fotos, decretos, entre outros, que possam ser objeto de discussão nos momentos de interação e exemplificações, sem perder de vista o método de elaboração conjunta que enfatiza o diálogo investindo em debates e questionamentos que favoreçam a reflexão. Ampliando as discussões sob a ótica da história oral e apresentando ainda, outros recursos que possibilitam a fundamentação e a complementação em arquivos, e entrevistas que foram gravadas por outros pesquisadores e que podem e devem servir como fontes da própria pesquisa. Entretanto, o tratamento de tais registros e sua incorporação na escrita histórica, ainda se constitui um desafio enfrentado através de estratégias diferenciadas. Se terá como fundamentação teórica alguns autores da história oral, entre eles: Paul Thompson; Ecléa Bosi; Lourdes Janotti; Maurice Halbwachs. Além das fontes apresentadas se recorrerá às idéias consolidadas e construídas por pesquisadores que, de alguma forma, dedicaram seus estudos a história oral.
MINISTRANTE: ANA PAULA RODRIGUES FIGUEIRÔA - ASSOCIAÇÃO CARUARUENSE DE ENSINO SUPERIOR - ASCES/UNITA, CATARINA DA SILVA SOUZA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Este minicurso objetiva construir ideias que articulem a pesquisa no ensino de ciências como ação fundamental para formação de professores reflexivos, compreendendo que para lidar com a complexidade encontrada em sala de aula o conhecimento das ciências naturais deve ser articulado com outros campos do conhecimento como a pedagogia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, a política, a economia, a cultura, entre outros. Sendo essas ideias defendidas por autores de renome dos campos pedagógicos e da educação em ciências, como: Maldaner, Schnetzler, Mortimer, Delizoicov, Nóvoa, Gatte, Schon, Perrenoud entre outros, essas ideias também estão de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério de 2015. O minicurso será realizado em três momentos, no (I) primeiro momento será desenvolvida a reflexão sobre a profissão de professor sendo esta orientada por artigos atuais que suportam esse diálogo, de práticas realizadas com grupos de pesquisa que tenham integrantes de vários setores educacionais e o estudo sobre as DCN de 2015 que visam à valorização do professor partindo de sua formação inicial com maiores articulações dos campos pedagógicos e científicos, no (II) segundo momento será desenvolvida a reflexão sobre o que é a pesquisa no ensino de ciências a partir dos programas educacionais desenvolvidos pelo governo norte-americano e na Europa, até o entendimento atual da comunidade de pesquisadores de ensino/educação de/em ciências sobre a temática, e no (III) terceiro momento será aberto um círculo de diálogos com os participantes do minicurso, como forma de construção coletiva de conhecimento e do surgimento de novas questões de pesquisa a partir das interações com os participantes. Diante do exposto, esse minicurso se relaciona com a temática central do V CONEDU e com o GT de Ensino de Ciências, na contribuição da formação profissional de caráter crítico reflexivo na área de ensino de ciências naturais pelo diálogo da temática do minicurso.
MINISTRANTE: ARTUR TORRES DE ARAÚJO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O domínio da leitura e da escrita é fundamental para a convivência do indivíduo em sociedade, porque possibilita o domínio de usos discursivos da linguagem que auxiliam na sua interação com o mundo, permitindo-lhe efetiva compreensão da realidade e ampla participação social, uma vez que essa interação, que ocorre no relacionamento social, desempenha um papel fundamental na construção do ser humano por meio da relação interpessoal concreta com outros homens, sendo pela linguagem que o sujeito utiliza signos para auxiliar a tradução de ideias, sentimentos, vontades, pensamentos, emoções, abstenções e até conceitos. Assim, faz-se necessário diferenciar o conhecimento construído na experiência pessoal e o que se desenvolve no processo escolar, sendo instituído como um conhecimento científico, sistematizado, nas interações escolarizadas. Entretanto, esses dois processos estão na realidade ligados, sendo que o segundo complementa o primeiro, pois elabora e desenvolve os conhecimentos já existentes. No entanto, observa-se que as atividades de produção textual e leitura assumidas pelos professores de Língua Portuguesa ainda se apresentam por vezes superficiais e em parte não contribuem para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno. Diante disso, torna-se indispensável romper com os paradigmas tradicionais de ensino voltados para o uso da leitura e da escrita apenas como pretexto para o ensino das estruturas formais da Língua Portuguesa, para que, dessa forma, amplie-se o significado da leitura e, por consequência, da produção de texto, evitando os equívocos que teimam em permear nosso ensino, eliminando qualquer possibilidade de formação de um usuário proficiente da língua. Buscando, então, analisar essas perspectivas didáticas do processo de ensino-aprendizagem da competência escritora a partir das habilidades de leitura, esse minicurso voltará seu olhar para conceitos e práticas pedagógicas de abordagem dos diferentes gêneros textuais no campo da produção de textos, sejam orais ou escritos, tomando como fundamentos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Língua Portuguesa (1998) que adotam uma concepção de linguagem sociointeracionista e discursiva que defendem a tese de que as condutas humanas resultam de um processo histórico de socialização, possibilitado especialmente pela emergência e pelo desenvolvimento dos instrumentos semióticos (BRONCKART, 2003), assim como os estudos na área de currículo e didática de línguas empreendidos por Marcuschi (2005), Costa Val (2006), Dolz (1996; 2004), Schnewly (2004), Pasquier (1996) e Bakhtin (1990; 1992), além da recém homologada Base Nacional Comum Curricular (2017). Para tal, serão abordadas práticas de produção de texto que buscam realizar um diagnóstico mais preciso do domínio linguístico e textual do sujeito-aluno, em situação formal de produção de textos escritos, objetivando a transposição dos obstáculos envolvidos no processo de desenvolvimento de uma escrita coerente e coesa, com vistas à oferta de ferramentas que auxiliem os alunos no desenvolvimento da competência escritora, permitindo a eles se descobrirem capazes de atingir o nível de letramento satisfatório para sua faixa etária.
MINISTRANTE: HIGOR EVERSON ARAUJO PIFANO - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – CAED/UFJF

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O objetivo do minicurso é demonstrar como o uso do WhattsApp pode tornar-se um importante dispositivo pedagógico para desenvolver a capacidade argumentativa dos estudantes surdos de uma maneira eficiente e prazerosa, estimulando a produção textual, a pesquisa e, ao mesmo tempo, o letramento digital. A proposta do minicurso está em conformidade com o GT 19. O WhattsApp é um software que apresenta uma interface atrativa e descomplicada, podendo ser utilizado para troca de mensagens instantâneas de texto. O recurso oferece grandes potencialidades de uso pedagógico no letramento do aluno surdo. A prática está baseada na concepção sociocultural do desenvolvimento humano e concebe a aprendizagem como processual e socialmente mediada. A fundamentação teórica está baseada nos postulados de Bakhtin (2003) sobre gêneros textuais: Condições de Produção; Layout; Movimentos textuais; Aspectos Linguísticos, além de estudiosos como Rojo (2013), Gomes (2016), Moran (2013), Coscarelli (2016) entre outros, que norteiam a análise das estratégias utilizadas para integrar as tecnologias às atividades práticas em sala de aula. O minicurso contribuirá para a formação docente no que concerne ao uso das tecnologias contemporâneas em sala de aula, pois a escola, enquanto formadora de cidadãos participativos e críticos, deve integrar as tecnologias ao processo de ensino-aprendizagem, tornando o processo mais atrativo e motivador para o aluno, que é nativo digital e utiliza as tecnologias no seu dia a dia, precisando utilizá-las de uma forma crítica e consciente, como fonte de produção textual e de pesquisa, e não apenas como uma forma de ter acesso às redes sociais. O papel do professor nesse processo é de fundamental importância, pois ele, ao introduzir as tecnologias ao processo de ensino-aprendizagem, pode fazer com que as suas aulas tornem-se mais atrativas e interessantes para o aluno. Além disso, o minicurso mostrará que é necessário que o professor, ao utilizar as tecnologias, deve utilizá-las não como modismos, mas sim com um objetivo claro, crítico e reflexivo.
MINISTRANTE: FÁBIA SOUSA DE SENA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA, LYEDJA SYMEA FERREIRA BARROS CARVALHO -UNIVERSIDADE DE PERANAMBUCO-UPE, MANOEL ALVES TAVARES DE MELO - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O referido minicurso tem como objetivo apresentar uma discussão sobre a formação de professores de matemática e refletir sobre os desafios e possibilidades de abordagem da Etnomatemática, particularmente, da Afro-Etnomatemática. Apresentaremos aportes teóricos sobre os diversos saberes matemáticos, suas origens e a desconstrução de uma visão que põe o conhecimento científico unicamente como uma construção eurocêntrica. Em seguida vivenciaremos e discutiremos atividades, tais como os jogos africanos: Mankala e o Igba-Ita, que contribuam para a formação do professor e que sejam possíveis de realização no chão das salas de aula de matemática. A Afro-Etnomatemática certamente possibilita a estudantes e professores processos de ensino e aprendizagem da matemática coerente com a nossa realidade brasileira. Inclusive, nos tempos atuais, torna-se importante a valorização de atividades que perpassem por essa temática, para que haja um rebatimento em nossas propostas metodológicas, reverberando para a constituição de espaços democráticos e cidadãos mais conscientes com respeito às questões sobre identidade negra e racismo.
MINISTRANTE: JOSE IVANILDO FELISBERTO DE CARVALHO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 20

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Os processos de alfabetização, cuja compreensão teórico-metodológica para o pesquisador francês Jean Foucambert (1994) deveriam ser denominados de "leiturização", uma vez que tais processos se utilizam da lógica da leitura, da interpretação e da escrita de signos diversos, os quais circulam nos contextos sociais, onde os alunos vivem, sendo esses de vital importância à compreensão de conteúdo, ora engessados pelo sistema, através dos seus currículos (Moreira, 1998), mais também o desenvolvimento crítico, participativo e autônomo desse cidadão (Freire, 1996;), baseando-se no materialismo-histórico-dialético de Marx e Engels. Uma vez que "o modo de produção da vida material é que condiciona o processo da vida social, política e espiritual. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, inversamente, o seu ser social que determina a sua consciência." (Karl Marx, Obras Escolhidas, tomo. I, pag. 339, " Para a Crítica da Economia Política", versão online, tradução: José Barata-Moura; Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo, mar.2007). Considera-se ainda, que todo mecanismo de aprendizagem perpassam, ou deveriam passar, pelas bases inato-interacionistas e pelo entendimento da leitura, da linguagem como fenômenos cognitivos. (Chomsky, 1989; Piaget, 1978; Vigotsky, 1996). Ou seja, enquanto a escrita é a responsável por materializar e atribuir sentido real da expressão dita, a interação conecta os elementos discursivos, de maneira a relacionar conhecimentos e experiências anteriores, fazendo comparações com o concreto, dando vivacidade à erudição. Desse modo, o minicurso Alfabetização Matemática na Perspectiva da Leiturização tem como objetivo conduzir os participantes a compreensão da necessidade prévia da aquisição dos processos de leiturização das mais diversas linguagens para que, concomitantemente ou mesmo na sequência, o aluno possa realizar a leitura, compreensão e construção do conhecimento matemático, de maneira lúdica e interdisciplinar no cotidiano da vida escolar e nas implicações circunstanciais do meio, interagindo ativamente, por meios das relações sociais e das situações de consumo. De maneira que não se tratar apenas de conceituar expressões ou criar modismos em educação, mas demonstrar que a aquisição da linguagem matemática está nos atos mais comuns do dia a dia. A metodologia proposta irá da exposição oral-argumentativa ás sugestões e exemplificações práticas aplicáveis ao espaço da sala de aula da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e II, da Educação Básica. De maneira que conceitos matemáticos, como o de proporcionalidade, medidas, números decimais, ordinais e inteiros, figuras geométricas, cálculos, juros, porcentagens, estudo de área, equações, leituras de gráficos, espaço, tempo, ordem de grandeza e muitos outros serão explorados a partir dos fenômenos diários vivenciados pelos alunos, demonstrando e constatando, dessa forma a possibilidade de uma compreensão do conteúdo matemático mais significativo e real ao seu universo e, desmistificado a ideia que a Matemática é um bicho de sete cabeças. Espera-se, dessa forma, contribuir com um fazer pedagógico mais eficiente e eficaz, dando a importância devida à leiturização matemática cotidiana e experiencial, sustentada na premissa da transposição curricular (Verret, 1975), de um conhecimento matemático construído pela ação e sustentado sobre os quatro pilares da educação para o século XXI: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Afinal, “à educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele” (Delors, 1986), bem como, no reconhecimento da diversidade cultural e socioeconômica que se insere o discente. Para que tal iniciativa se efetive, além dos já citados pensadores das áreas da Educação da Letras Linguística e Artes sustentarão as arguições os teóricos e propositores da Matemática e do seu ensino na contemporaneidade, a saber: Borralho (1990), Cardoso (1991), Carrilho (1988), Dante (1991), Ifrah (1989), Imenes (1993), Lester (1994), Lins & Gimenez (1997), Lopes (2018), Nehring (1996), Polya (1978), Struik in Gama (1994), Vergnaud (1990), Tahan (1967) e demais, além dos Boletins de Educação Matemática – BOLEMA, da UNESP e dos Parâmetros Curriculares Nacional – de Matemática e de Língua Portuguesa (1996), de modo que pudemos mobilizar e gerenciar o conhecimento matemático a partir de situações-problemas do cotidiano sociocultural e econômico, apresentando um aprendizado ativo e sua transposição curricular, como sugerido pelo Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II - Matemática, do Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Básica, introduzindo e revisitando práticas e conceitos essenciais para o ensino matemático, sob a ótica dos processos de leiturização aqui expostos. Palavras-chave: Alfabetização; Letramento; Ensino-aprendizagem da Linguagem Matemática; Interdisciplinaridade; Sequência didática.
MINISTRANTE: JOSE FLAVIO DA PAZ - UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA-UNIR, WALTER BRITO BEZERRA JUNIOR - FACEL FACULDADES

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 13

ADICIONAR

Ao componente Língua Portuguesa cabe, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens. O minicurso terá como objetivos - Discutir sobre a Psicogênese da Escrita; Refletir sobre o sistema de escrita alfabético; Considerar práticas pedagógicas alfabetizadoras, não como forma de ver de fora a realidade, mas de inserir‐se nela e percebê‐la em suas múltiplas relações; Discutir qual a concepção de alfabetização e letramento que sustentam as práticas dos professores alfabetizadores na perspectiva da alfabetização e letramento e Proporcionar estratégias de intervenção que possibilite garantir às práticas sociais de leitura e escrita visando os desafios da alfabetização. As etapas da proposta do minicurso terá uma Dinâmica de apresentação, Levantamento do conhecimento prévio dos participantes com relação ao processo de alfabetização e letramento, Discussão teórica dos conceitos, Discussão prática sobre o ambiente alfabetizador e Avaliação do Minicurso. A realização do minicurso para a formação profissional perpassa na perspectiva da contribuição para a - Minimização dos problemas apresentados pelos(a) estudantes e ou profissionais da educação na aquisição do Sistema de Escrita Alfabética (SEA). - Sensibilização dos(a) cursistas em refletir as atividades a serem desenvolvidas no que diz respeito a alfabetização e letramento. Na tentativa de compreender o porquê de uma demanda crescente de estudantes que, ainda, permanecem analfabetos ou analfabetos funcionais, ao fim do ciclo de alfabetização do ensino fundamental, revela assim a necessidade desse estudo. A proposta do minicurso está dentro do GT 08, Linguagens, Letramento e Alfabetização e em consonância com seus objetivos que é o de compreender o conceito de letramento e alfabetização com intersecções no campo da Linguística e da Educação.
MINISTRANTE: CRISTIANNE LOPES - FACULDADE FRASSINETTI DO RECIFE-FAFIRE E SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO RECIFE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

A atual geração de estudantes está mais dinâmica, digitalizada e com maior acesso às informações. Pensando neste novo perfil de discentes, bastante diferente dos jovens de décadas passadas, é preciso considerar métodos ativos de aprendizagem, que favoreçam a construção do conhecimento, como ocorre com a Aprendizagem Baseada em Problemas. Diante do contexto o minicurso proposto tem como objetivo: apresentar a metodologia Aprendizagem Baseada em Problemas e suas possibilidades para discutir a inserção das Tecnologias na Educação, no intuito de dinamizar e estimular o envolvimento e desenvolvimento dos estudantes.
MINISTRANTE: IVONEIDE MENDES DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO - UFRPE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

A escrita, uma das formas mais primitivas de comunicação, desde a época de Aristóteles era considerada como um recurso gráfico destinado à transcrição de fala e, embora, os conhecimentos mais atuais se direcionem para o fato de que a escrita não foi criada para representar a fala, percebe-se que no processo de aquisição ao nível alfabético da escrita há forte interferência da linguagem oral. Logo, o objetivo deste minicurso é contribuir com o processo de alfabetização ao intervir sobre os desvios comumente percebidos na ortografia. Metodologicamente, este se divide em: 1) levar os participantes a reconhecer os “erros” na escrita ortográfica dos estudantes e 2) apresentar a conduta de intervenção para cada desvio ortográfico. De forma dinâmica, por meio de atividades práticas de análise de produções escritas de estudantes em nível alfabético que cometem “erros” em contraste a escrita de estudantes com dificuldade na aprendizagem, espera-se, além de trocar conhecimentos entre a intervenção clínica e a proposta pedagógica, ofertar ações de promoção de facilitação para a superação dos desvios ortográficos. A proposta visa contribuir com a formação dos professores do ensino fundamental quanto às questões ligadas à aquisição da linguagem escrita e, ao mesmo tempo dialogar com possíveis especificidades inerentes ao conhecimento do fonoaudiólogo. Cabe, portanto, defender que este minicurso está atrelado ao GT 08 - Linguagens, Letramento e Alfabetização, pois coaduna a proposta fonoaudiológica de linguagem voltada para a alfabetização ao estabelecer a intersecção no campo da Linguística e da Educação.
MINISTRANTE: CHIRLENE SANTOS DA CUNHA MOURA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - UNIPÊ, IVONALDO LEIDSON BARBOSA LIMA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ, MAYRA MARIA OLIVEIRA DE LIMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 19

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A proposta é disponibilizar ao público do minicurso a possibilidade de discutir temas relacionados a colonialidade do saber a partir da aplicação de algumas Metodologias Ativas de Aprendizagem. Nesta perspectiva as educadoras discutirão a partir das ideais do Projeto Modernidade/Colonialidade proposto por educadores latinos e também por perspectivas teóricas de Boaventura de Souza Santos temáticas da decolonialidade, que possam ser vivenciadas em sala de aula através de aplicações de Metodologias Ativas, como: Game-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Jogos); Team Based Learning – Aprendizagem Baseada em Times e Peer Instruction ou Peer Learning – Aprendizagem Baseada em Pares, essas metodologias provocam o protagonismo estudantil e (re)configura a sala de aula. Desta forma, é possível que o minicurso possa proporcionar aos participantes a oportunidade de enriquecer seus conhecimentos em relação a uma temática tão relevante quanto a decolonialidade e as formas de como ela pode ser discutida de forma lúdica, crítica, reflexiva a inovadora dentro da escola.
MINISTRANTE: RITA PATRICIA ALMEIDA DE OLIVEIRA - FACULDADE INTEGRADA DE PERNAMBUCO - FACIPE, CLÁUDIA SIMONE ALMEIDA DE OLIVEIRA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, MÁRCIA REJANE ALMEIDA DE CARVALHO - UNIVERSIDADE NOVA LISBOA - PORTUGAL

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 23

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A Teoria das Representações Sociais (TRS) é constantemente utilizada em pesquisas nas áreas sociais na tentativa de explicar a relação do homem com o mundo. Através de estudos sobre as interações grupais que permitem ao indivíduo criar e partilhar conceitos acerca de determinados objetos e agir sobre este em consonância com os valores produzidos e compartilhados coletivamente, a referida Teoria permite uma rica análise sobre esses fenômenos, sendo tomada como referencial em diversas pesquisas educacionais, dando importantes contribuições para o campo da formação de professores. Desta forma, este minicurso pretende discutir encaminhamentos teórico-metodológicos da TRS para as pesquisas em educação, buscando dar visibilidade às contribuições das abordagens processual e estrutural da Teoria para o campo educacional, sobretudo à luz das perspectivas de Moscovici, Jodelet e Abric. A metodologia adotada consistirá na apresentação dos pressupostos teóricos, principais conceitos das duas abordagens já citadas e seus encaminhamentos e procedimentos metodológicos. Serão discutidos e analisados exemplos práticos a partir de investigações na área da educação que utilizaram a TRS como aporte teórico e metodológico: a pesquisa desenvolvida por Mandú (2017), que analisou as representações sociais de Curso de Pedagogia elaboradas pelos docentes do curso apoiando-se na abordagem processual, e que utilizou como procedimentos metodológicos o questionário online e a entrevista semiestrutura; e a investigação realizada por Soares (2017) que objetivou compreender as representações sociais da violência contra o professor no espaço das entidades representativas da categoria docente, por meio da abordagem estrutural da TRS, utilizando como principais recursos metodológicos a Técnica de Associação Livre de Palavras e as Triagens Hierárquicas Sucessivas. Assim, o minicurso visa contribuir com o avanço das reflexões teórico-metodológicas no âmbito da TRS, enfatizando a premissa de que, no decorrer de sua história, a Teoria tem sido útil para as investigações educacionais.
MINISTRANTE: THAMYRIS MARIANA CAMAROTE MANDÚ - UNIVERSIDADE NOVA LISBOA - PORTUGAL, MICHELLE BELTRÃO SOARES - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE/FAFIRE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 12

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A criança autista em sala de aula, para muitos professores é um desafio a sua prática pedagógica, visto que não sabem como lidar com esse tipo de criança, desconhecendo os vários tipos de transtornos do espectro autista. E tendo em vista que nem todas as metodologias utilizadas na sala de aula favorecem a aprendizagem dessas crianças, e que também um fator que impossibilita o uso destas metodologias é a falta de preparação do professor para atuar numa sala de aula com um ou vários alunos que possuem algum tipo de necessidade especial, e específico o autismo. Sendo assim, ciente desses desafios, que atualmente representam um desfio também para a educação brasileira, e reconhecendo os questionamentos do professor a cerca do que fazer no cotidiano da sala de aula, a proposta é trazer uma reflexão sobre as metodologias de ensino para crianças autistas, baseado numa intervenção pedagógica, realizada numa escola da rede estadual de Pernambuco. Através de materiais audiovisuais, serão discutidas as estratégias de ensino, avaliação e sua viabilidade no processo de ensino aprendizagem de alunos autistas. Serão utilizados equipamentos de som e mídia visual, para projeção de conteúdos. Deixando claro, que o objetivo da proposta não é trazer receitas prontas a serem seguidas, ao contrário, o sucesso do ensino aprendizagem se dará mediante a contínua observação e experimentação cuidadosa, levando em conta suas particularidades.
MINISTRANTE: THAMINE ARAUJO SILVA - ESCOLA ALZIRA DA FONSECA BREUEL/EAFB

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Sustentados na necessidade de criação e/ou aplicação de novas metodologias de ensino (recursos alternativos), essa proposta de minicurso se justifica como uma oportunidade da utilização do cinema, da música e da literatura no processo de ensino-aprendizagem em sala de aula com o intuito de desenvolver o senso crítico, a participação e a compreensão de variadas temáticas a serem trabalhadas, sejam elas de cunho ambiental, histórico, social, tecnológico, político, dentre outros. Dessa forma, propõe-se, durante esse minicurso, momentos de interação, troca de saberes e exposição/apresentação de recursos como possibilidades de utilização como prática pedagógica. A pretensão, é, desse modo, instigar a utilização desses recursos na prática docente. Deste modo propõe-se como objetivo deste minicurso compreender e auxiliar o processo de ensino-aprendizagem a partir do uso de recursos alternativos, tais como a utilização do cinema, da música e da literatura em uma abordagem interdisciplinar. Os procedimentos de ensino e aprendizagem deste minicurso será realizado por meio da abordagem teórica (autores que versam sobre a relação ensino e cinema, ensino e música e ensino e literatura); abordagens interdisciplinares: ciências humanas e sociais; recursos alternativos (utilização de filmes, obras literárias, cordel, letras de música e outros). O minicurso se dará de maneira expositiva-dialogada, associada com exibição de vídeos, trechos de filmes, de músicas e de obras literárias de modo a propicia dinâmicas entre os alunos e o professore e facilitar a construção de ideias a serem aplicadas em sala de aula. Ao fim do minicurso a avaliação será feita por meio de ficha avaliativa em que os alunos irão discutir sobre o papel do cinema, da música e da literatura como recursos no processo de ensino-aprendizagem.
MINISTRANTE: TIAGO CAMINHA DE LIMA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO/UEMA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

De modo amplo, o trabalho de desenvolvimento da educação socioemocional leva a melhoria da qualidade dos relacionamentos intrapessoais e interpessoais na escola e na vida como um todo. Buscando integrar afeto, cognição e comportamento, estimula a comunicação saudável que inclui a prática da escuta ativa, da empatia e da clareza na proposição de ideias para uma colaboração mútua, na qual respeitam-se os próprios limites e os limites dos outros. Este minicurso sobre como lidar com as emoções para melhorar a comunicação na sala de aula tem por objetivos 1) Esclarecer como as emoções influenciam as formas de comunicação no cotidiano escolar; 2) Estimular o autoconhecimento e a compreensão do modo como os próprios sentimentos interferem no momento de compartilhar saberes na escola; 3) Promover o desenvolvimento inicial de autogestão emocional para incentivar maior coerência entre sentimentos, pensamentos e ações e melhorar a comunicação estabelecida no ambiente educacional. Metodologicamente informa aos participantes sobre as teorias a respeito da emoção a partir de uma perspectiva integral, transdisciplinar e multidimensional e oferece uma oportunidade vivencial de refletir sobre o autoconhecimento, o reconhecimento do outro, facilitando o diálogo, trabalhando melhor em equipe na escola e em rede com o entorno social e cultural que os cerca. A vivência aborda os seguintes tópicos: alfabetização emocional; como lidar com as emoções e as emoções dos outros em sala de aula; formas compreender tipos de comunicação exercido mediante as diferentes influências emocionais; integração entre Sentir, Pensar e Agir. Ao final, espera-se que os participantes sejam capazes de perceber que através do desenvolvimento da educação socioemocional é possível facilitar a criação de vínculos afetivos que influenciam o processo de comunicação no momento do ensino.
MINISTRANTE: MARIANA MARQUES ARANTES - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Quem nunca foi bombardeado por uma série de indagações de uma criança pequena: Como faz isso? Posso tocar? O que tem aí dentro? Por que isso aconteceu? Como o sol pode ser uma estrela, se ele não brilha a noite? Frente ao potencial da criança de buscar compreender o desconhecido, e a necessidade da sociedade atual do indivíduo ser alfabetizado cientificamente, esse minicurso busca apresentar com base em alguns estudos nacionais e internacionais (SAMARAPUNGAVAN, MANTZICOPOULOS e PATRICK, 2008; FREITAS, 2016) a importância da criança ser inserida no universo das Ciências desde a Educação Infantil . Desta forma, este minicurso discutirá sobre a necessidade do incentivo à curiosidade natural e a prática da descoberta desde essa fase de escolarização. Desenvolver-se-á a partir das seguintes etapas: (i) breve apresentação teórica acerca da temática apresentada; (ii) em seguida, utilizando atividades relacionadas ao Ensino de Ciências por Investigação, os participantes serão incentivados a refletir sobre o potencial das mesmas para a inserção da criança no universo das Ciências desde a Educação Infantil; (iii) e por fim, serão apresentados e discutidos desafios e possibilidades de trabalhar conceitos científicos nessa fase escolar, bem como, o incentivo à curiosidade natural. Pretende-se, com este minicurso contribuir com a formação do professor e/ou demais interessados na área, uma vez que refletirá sua prática e possibilitará o entendimento de estratégia metodológica adequada para a inserção da criança pequena no universo científico.
MINISTRANTE: ANDRÉIA CRISTINA FREITAS BARRETO - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, EDCLEIDE DA SILVA PEREIRA NOVAIS - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA e MAÍRA SOUZA MACHADO - SECRETARIA DO ESTADO DA BAHIA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 1

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"Os estudos realizados por Senna (2011) e por Machado (2013) nos revelam que a língua oral e a língua escrita não apresentam uma relação direta entre si. Estes autores também defendem, assim como nós, que a língua oral e a língua escrita são sistemas com pressupostos gramaticais e representacionais distintos. São estes argumentos que apoiarão nossa discussão sobre o fracasso na produção escrita de alguns sujeitos escolares. Produções estas que costumam ser definidas, algumas vezes, como distúrbios de linguagem e, que na nossa perspectiva podem ser aproximações. Em geral, os sujeitos que apresentam escritas consideradas ortograficamente inadequadas são os que representam o mundo e interagem com as coisas do mundo de forma singular, isto é, não cartesianas. Assim como representam e interagem com o mundo de forma particular, esses sujeitos também interagem e conceituam a escrita de maneira particular. Compreendendo a aquisição da escrita como de natureza cultural, nos permitimos defender que diferentes sujeitos de diferentes culturas podem produzir diferentes formas de materialização da escrita. É este o objetivo deste minicurso: defender que produções escritas não canônicas podem não ser indício de distúrbios de linguagem, mas sim aproximações realizadas por sujeitos não cartesianos. Compreendemos a linguagem a partir do paradigma histórico-social que propugna que os sujeitos se constituem nas relações interpessoais mediadas pela linguagem em um contexto cultural dinâmico. Nesta perspectiva, a língua é um sistema simbólico através do qual os sujeitos realizam as atividades cognitiva, comunicativa e discursiva, as quais são constitutivas da linguagem. Neste trabalho assumimos ser a gramática natural à estrutura interna que possibilita aos sujeitos criarem e usarem a língua. Este minicurso consta de 3 etapas: a escrita como processo cognoscente e, sistema distinto da fala; possíveis causas de erros ortográficos, mediações no processo de construção da escrita alfabética."
MINISTRANTE: DINA MARIA VIEIRA PINHO

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 21

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O processo ensino-aprendizagem pode ser compreendido como uma política cultural, um empreendimento pedagógico que considera as mais variadas inter-relações na construção do conhecimento significativo através das múltiplas experiências (MOREIRA, 1995). Um dos objetivos deste processo é promover o diálogo entre o currículo formal, estruturado por diretrizes normativas prescritas institucionalmente, o currículo real, constituído pela prática do ensino do professor e o currículo oculto, o que interfere significativamente no aprendizado do aluno. Através de vivências, histórias e individualidades tanto do professor quanto do estudante (MOREIRA; SILVA, 2000). Frente a este contexto, o presente Minicurso propõe evidenciar ações nas quais sejam possíveis elaborar projetos interdisciplinares, onde será feita a correlação de duas ou mais disciplinas, e que podem, por sua vez, instrumentalizar avaliações multidisciplinares. Nesta, cada professor tem a liberdade de fazer suas próprias observações considerando seus saberes. Além disso, o Minicurso também se propõe a analisar criticamente – para a realização efetiva de processos significativos de aprendizagem –, as dificuldades mais comuns relatadas por professores que procuram implantar práticas interdisciplinares. Falta de tempo para se reunir com os colegas, pesquisar e se dedicar a leituras; a falta de conhecimento em relação aos conteúdos de outras disciplinas; as dificuldades de relacionamento com a administração escolar e ausência de coordenação pedagógica entre as ações docentes, além do desinteresse e indisciplina dos alunos (BOGDAN; BIKLEN, 1994). E apresentar alternativas à estes percalços. Considerando os objetivos apresentados e a duração de 4 (quatro) horas, conforme as Normas para proposta de minicurso, do V (quinto) CONEDU, a metodologia apresenta-se da seguinte forma: 15 (quinze) minutos para apresentação do curso, dos proponentes, da metodologia, da bibliografia básica e, se possível, dos participantes; 45 (quarenta e cinco) minutos para problematizar, mapear e discutir as dificuldades dos participantes quanto às suas praticas pedagógicas pertinentes ao tema do Minicurso, isto é, a realização de projetos interdisciplinares; 1 (uma) hora para apresentar experiências exitosas no tocante ao tema, em diferentes níveis da educação escolar formal, bem como os sucessos e as dificuldades dos profissionais que conduziram estes projetos; 30 (trinta) minutos para os participantes apresentarem autocríticas quanto às suas práticas, sejam elas exitosas ou não; 1 (uma) hora para a elaboração de uma proposta de projeto que utilize as ferramentas oferecidas ao longo do Minicurso; e por fim 30 (trinta) minutos para auto avaliação e avaliação do curso (LAKATOS; MARCONI, 1994). Este Minicurso visa contribuir com a formação dos professores, na medida em que profissional tem oportunidade de entrar em contato direto com a realidade no qual está inserido, além de concretizar pressupostos teóricos adquiridos pela observação de determinadas práticas exitosas e do diálogo com outros profissionais (FRANCO, 1995). O Minicurso proposto se insere no contexto do Grupo de Trabalho 2: Didática, Currículo e Políticas Educacionais. Visto que há o interesse claro dos proponentes em apresentar contribuições de didáticas efetivas, através de experiências das ações docentes através do debate das práticas que se inserem nos diferentes currículos vivenciados no ambiente escolar.
MINISTRANTE: GIULIANA DA MATTA - FACULDADE PITÁGORAS – JP/PB, TIAGO SILVEIRA MACHADO - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O contexto histórico brasileiro nos mostra, claramente, o sequestro dos Direitos Humanos no decorrer dos anos. Atualmente, o país tem sido palco de uma verdadeira deturpação e sérias violações desses direitos, direitos esses, inerentes ao indivíduo humano. A consolidação da democracia e da cidadania são resultados de intensas lutas da sociedade. Acreditamos que a democracia só se torna possível na medida em que a sociedade tenha acesso, além das teorias acerca dos Direitos Humanos, de ferramentas para seu exercício e prática. Os Direitos Humanos tratam dos direitos básicos de todo e qualquer ser humano, independente de gênero, classe social, etnia, e conduta na sociedade, apontando uma série de direitos, sendo o principal deles, o direito à vida, além de garantir ao indivíduo a oportunidade de exercer sua plena cidadania, participar da vida política, acesso a educação de qualidade, saúde, bens e serviços, etc. Esse minicurso tem o objetivo de problematizar e descontruir à lógica do senso comum que insiste em apresentar os Direitos Humanos como “direitos de bandidos”, discutindo as prerrogativas legais da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a fim de proporcionar uma reflexão critica e acurada sobre a DUDH, com o intuito de fazer com que os indivíduos conheçam e possam fazer uso desses direitos que são essenciais ao ser humano. A educação e as juventudes tem papel preponderante na quebra desse status quo, assim, a partir da reflexão sobre o indivíduo enquanto ser social, contextualizando teoria e realidade, e elencando a perspectiva dos Direitos Humanos e cidadania, enfatizaremos as juventudes, buscando instigar esses sujeitos sociais a reivindicar e a buscar uma nova cultura de direitos humanos no Brasil.
MINISTRANTE: VALÉRIA PATRÍCIA ARAÚJO SILVA - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA - IFPB, LÍVIA MARIA FERREIRA DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

As tecnologias digitais informacionais associadas às práticas pedagógicas por parte dos professores permitem atualizações deles e dos alunos no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, essas características das tecnologias educacionais precisam ser reconhecidas pelos professores, de modo a adquirir “conhecimentos, atitudes, práticas e posturas compatíveis” (DEMO, 2006, p.16), para que possam assegurar a efetiva utilização delas em seus afazeres profissionais. Uma tecnologia informacional que permeia nossa vida nos dias atuais há todo o tempo são os celulares. A democratização ao acesso a esses equipamentos no Brasil alcançou dimensões impressionantes, o total de números de telefones habilitados supera o total da população brasileira desde 2011, segundo dados da Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel). Estes aparatos tecnológicos veem sendo largamente utilizado por pessoas com deficiência, pois possibilitam uma gama de recursos que podem ser aplicados como forma de tecnologia assistiva devido seus recursos de acessibilidade e a possibilidade de utilização de aplicativos que tem sido largamente desenvolvido para este público. Este curso pretende apresentar recursos e possibilidade de aplicação do uso de celular de forma pedagógica, propondo atividades e ferramentas que podem proporcionar a equidade nas atividades na sala de aula. Os objetivos deste mini curso são apresentar as ferramentas de tecnologia assistiva presente nos celulares do tipo smartphone, apresentar os principais aplicativos de acessibilidade para deficientes sensoriais (visual, auditiva e motora), apresentar propostas de atividades utilizando o celular que podem ser aplicadas nas turmas regulares de forma igualitária entre os alunos (com deficiência ou não) e apresentar ferramentas tecnológicas para que os professores possam se tornar criadores de conteúdos adequados a realidade da sua turma. Palavras Chave: Celular; Tecnologia Educacional; Tecnologia assistiva; Ferramentas pedagógicas
MINISTRANTE: GABRIELA DOS SANTOS LEITE BOECHAT - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Este minicurso visa apresentar os fundamentos e as contribuições da Educação Popular e da teoria feminista no Brasil em prol da efetivação de uma pedagogia de luta e resistência, tecida mediante a atuação político-pedagógica de atores socias (educadores/as e educandos/as) nos diversos espaços educacionais. Na primeira parte, trataremos da conceituação e constextualização da Educação Popular, com recorte na pedagogia freireana, a qual nos fornece as categorias de conscientização e autonomia, possibilitadoras de uma prática educativa construída na relação dialógica, em vista da humanização dos sujeitos e do enfrentamento destes contra toda forma de preconceito. Num segundo momento, abordaremos o pensamento feminista como ferramenta discursiva e metodológica para a reorientação da compreensão dos conceitos de sexo, gênero e sexualidade no âmbito educacional. Por fim, apontaremos alguns exemplos ilustrativos de práticas educativas exitosas que vão em direção àquilo que estamos chamando de pedagogia de luta e resistência: uma atuação e reação educativa problematizadora dos valores morais preexistentes; revisitação dos padrões do ser mulher e do ser homem na sociedade hodierna, resistindo e lutando contra as práticas patriarcais e buscando a equidade de gênero, a formação integral de meninos e meninas numa perspectiva não-sexista e o fomento às práticas crítico-libertadoras que asseguram a formação social e política dos/as educandos/as, sobretudo de camadas mais vulneráveis da sociedade. Com essas disposições, entendemos que o minicurso possibilitará ao grupo (estudantes de graduação, professores/as, líderes comunitários, educadores/as sociais, militantes de movimentos sociais, etc) a construção de reflexões contemporâneas acerca da compreensão vigente de Educação Popular e Movimento Feminista no Brasil, articulando teoria e prática mediante as vivências cotidianas dos sujeitos nos seus espaços de ensinagens e aprendizagens, incentivando nestes espaços, discussões proveitosas que garantam o exercício de convivências cada vez mais construtivas, além de priorizar práticas respeitosas entre as pessoas, independente do sexo e gênero. Desse modo, assegurando igualdade de direitos e oportunidades, bem como reeducação cotidiana das relações intergêneros.
MINICURSO: WILLIAM FRANCISCO DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO/UFPE, FABIANA BEATRIZ DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO/UFPE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Educação patrimonial é todo processo educativo centrado no patrimônio cultural como fonte primária de conhecimento individual e coletivo. Os arquivos públicos, como fonte documental privilegiada, na medida em que são responsáveis pela gestão de fundos documentais oriundos dos governos, têm papel fundamental nesse processo. O grande desafio para arquivistas e educadores, entretanto, é criar meios que aproxime a sociedade de seu patrimônio cultural tendo a escola como ente mediador. Neste sentido, propomos uma oficina sobre a relação entre arquivos públicos e escolas, notadamente por meio de atividades de extensão, que venham a fomentar ações pedagógicas ancoradas em prática de pesquisa e de difusão de conhecimento. Em termos programáticos, a oficina está estruturada com base nos pontos a seguir: 1. Refletir a importância do patrimônio cultural, para a preservação da memória de um povo e de sua identidade, destacando o papel dos arquivos públicos para manutenção e acesso ao patrimônio documental disponível; 2. Apresentar as potencialidades de articulação entre arquivos e escola a partir da apresentação do acervo do Arquivo Público de Pernambuco; 3. Trabalhar pontes metodológicas entre arquivística e educação que permitam viabilizar o uso das fontes documentais como instrumentos didáticos; 4. Fomentar a criação de redes de diálogo, que busquem repensar o lugar da produção dos saberes escolares, evidenciando o entrelaçamento destes com os espaços de produção e guarda do patrimônio cultural. Assim, nossa proposta formativa de pensar o processo de ensino-aprendizagem mediado por ações de educação patrimonial pretende dar mais visibilidade aos arquivos públicos promovendo maior acesso a seu acervo, bem como intenta, incrementar a dinamização dos processos de ensino-aprendizagem, contribuindo para que o conhecimento advindo das ciências humanas seja mais concreto e próximo do cotidiano de docentes e discentes
MINISTRANTE: MARCOS AURELIO DORNELAS DA SILVA - ARQUIVO PÚBLICO ESTADUAL - PE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 30

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A partir da década de 90, sobretudo, com a promulgação da Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), os sistemas de ensino passaram a ter um grande desafio: matricular educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação e, sobretudo, assegurar-lhes a aprendizagem e o desenvolvimento acadêmico. Assim, o objetivo da proposta é apresentar o Ensino Colaborativo - entre o professor do ensino regular e o da Educação Especial - como perspectiva educacional diferenciada que favorece a efetivação da inclusão escolar. O minicurso está organizado em dois momentos. O primeiro, para uma exposição dialogada dos princípios basilares do Ensino Colaborativo. O segundo, para análise: a) de uma experiência exitosa de Ensino Colaborativo para observação das dificuldades, formas de enfrentamento e possibilidades que esta metodologia apresenta e; b) de um caso de um aluno com deficiência - incluído em sala de aula comum - para que o grupo elabore um Plano Educacional Individualizado (PEI) com possíveis soluções pedagógicas. A proposta fundamenta-se em estudos realizados por Capellini e Mendes (2007), Fontes (2009), Marin e Braun (2013), entre outros e, ainda, está ancorada na teoria da Psicologia Sócio-Histórica. Deste modo, compreendemos que o minicurso se articula com o escopo do evento e com o Grupo de Trabalho da Educação Especial por apresentar uma perspectiva de trabalho que pode funcionar como intervenção pedagógica específica para o atendimento das necessidades individuais dos alunos público-alvo da Educação Especial e, portanto, contribuir para o processo inclusivo e de escolarização destes alunos.
MINISTRANTE: JANUÁRIA ABREU DA SILVA MESQUITA REBOUÇAS - SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO CEARÁ/SEDUC

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

De acordo Mainardes (2008), a contação de histórias proporciona o desenvolvimento da imaginação, a capacidade de escuta, a emoção, além da construção da identidade. Mesmo com os avanços tecnológicos, as histórias exercem um fascínio, devido às tramas da narração. Para ser um contador de histórias, não é necessário ter dom, mas é necessário ter sensibilidade e poder de encantamento. Bettelheim (2004), coaduna com o autor supracitado ao afirmar que “as histórias infantis contribuem para que os alunos compreendam seus desejos e favoreça o desenvolvimento de sua personalidade. Cada criança pode tirar proveitos diferentes do mesmo conto dependendo de suas necessidades momentâneas, pois eles ajudam a lidar com dificuldades do crescimento infantil e da integração da personalidade. Tais temas são vivenciados como maravilhas porque a criança se sente entendida e apreciada bem no fundo de seus sentimentos, esperanças e ansiedades, sem que tudo isso tenha que ser puxado e investigado sob a luz austera de uma racionalidade que está aquém dela”. O trabalho tem como proposta apresentar o contexto do conto de fadas em sala de aula, com o objetivo de evidenciar como essa atividade pode propiciar, por meio da oralidade, o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos especiais não alfabetizadas e analisar as várias possibilidades que eles têm para desenvolver e participar de práticas de alfabetização e letramento por meio da contação de histórias. As estratégias utilizadas para a efetivação desse trabalho serão apresentadas de forma prática aos professores, através da confecção de materiais didáticos que serão utilizados na práxis do docente. A formação perpassará pela manipulação do livro, exploração das imagens, contação da estória numa sequência lógica dos fatos, construção de fantoches, avental com estória formas de dramatizações, músicas que estejam relacionadas ao tema, confecção de figurinos, cenário, quebra-cabeça e um mapa conceitual com gravuras a fim de compreender a história. Os benefícios da contação de estórias são vários, tais como: espontaneidade, interação lúdica, entonação de voz, respiração, novas possibilidades de expressão. Além disso, promove a linguagem, desenvolve o vocabulário, a compreensão de conceitos, gera espontaneidade, favorece a criatividade, a aprendizagem, a formação da personalidade. Proporciona também benefícios na área pedagógica, como a capacidade de concentração, associação e criatividade.
MINISTRANTE: KEILA NÚBIA BARBOSA IBRAHIM ABDELKAREM - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA/UNB, MARTA BRUGGER - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UNB

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: -1

As atividades que envolvem as práticas experienciais do Estágio Supervisionado nos cursos de formação para professores precisam, cada vez mais, estar articuladas às discussões que envolvem a nova Base Nacional Comum Curricular. (BNCC) Este exercício se torna singularmente necessário quando tratamos do Estágio Supervisionado no curso de Pedagogia, cujo principal objetivo é articular, como campo de conhecimento, teoria e prática, constituindo-se um espaço para além de sua natureza formativa. Na verdade, faz-se relevante reconhecer o Estágio Supervisionado como lugar de pesquisa, de reflexão, de diálogo. Ao mesmo tempo, a BNCC é o instrumento que referencia os currículos dos sistemas e redes de ensino, bem como das propostas pedagógicas das escolas públicas e privadas, em todo o país. Como tal, a Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades para que nossos/as alunos/as possam desenvolver ao longo da escolaridade básica. Assim, questionamos: como o Estágio Supervisionado está trazendo, no interior do curso de Pedagogia, as discussões que envolvem a BNCC? Como é possível articular esta discussão entre professores em efetivo exercício do Magistério e os/as alunos/as em formação? O Estágio Supervisionado pode ser a ponte dessa discussão entre escola e universidade? Tendo por base tais questionamentos, tencionamos um minicurso que se constitua em espaço propositivo de reflexões que envolvam o que-fazer docente, próprio da natureza do Estágio, ao mesmo tempo que alavanca uma salutar reflexão sobre a BNCC que, orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCNEB), soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de um sujeito social que exercite sua autonomia e sua cidadania com respeito e dignidade.
MINISTRANTE: SILVÂNIA LÚCIA DE ARAÚJO SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UEPB)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 9

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Este minicurso tem como objetivo oferecer instrumental teórico e analítico para subsidiar abordagens sobre as possibilidades e fronteiras nas pesquisas etnográficas em ambientes escolares, estes, caracterizados por práticas socioculturais heterogêneas, multifacetadas, com rupturas e continuidades. Nessa perspectiva, destaca-se que “o fazer etnográfico” perpassa os limites de uma simples descrição, pois permite compreender os códigos, as estruturas e as subjetividades individuais e coletivas subjacentes nos mecanismos das interações sociais. Ressalta-se que este método de pesquisa, dependendo das especificidades do objeto de estudo (como, por exemplo, as pesquisas em redes sociais virtuais), pode demandar a combinação e a utilização de múltiplos materiais de pesquisa, a fim de obter dados significativos e complementares a partir das observações de campo. Sendo assim, este minicurso está dividido em três etapas: na primeira, um breve histórico acerca do surgimento da etnografia e dos seus principais precursores para a fundação desse modelo específico de pesquisa. Na segunda, uma introdução aos conceitos elementares da etnografia – observação participante e descrição densa. Na última, uma análise dos atuais campos de pesquisas etnográficas em escolas, levando-se em conta as influências das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICS) nos modos de ser, pensar e aprender dos estudantes. Assim, este minicurso, de caráter multidisciplinar, pretende contribuir para a formação profissional e acadêmica de discentes, docentes, pesquisadores e técnicos com interesse em investigações científicas no espaço escolar e, também, espera proporcionar um momento para reflexões e discussões sobre as “novas” implicações nas práticas de pesquisas etnográficas demandadas pelos múltiplos fenômenos sociais nos distintos contextos escolares na era das tecnologias digitais.
MINISTRANTE: EDGARD LEITÃO DE ALBUQUERQUE NETO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE (UFCG), PATRÍCIA PORTELA MARTINS - REDE ESTADUAL DE ENSINO DA PARAÍBA (SEE-PB)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 30

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O objetivo deste minicurso é discutir questões relacionadas à formação política dos professores e a participação dos mesmos nas discussões relacionadas ao Plano Municipal de Educação (PME). Como referencial teórico, destaca-se Brasil (2014a; 2014b; 2005; 1996; 1988), Mendes (2012) e Saviani (1999; 2010), estes documentos Legais bem como os autores sinalizam para a necessidade do PME no desenvolvimento da educação e a importância da participação ativa dos professores na elaboração, execução e monitoramento das metas. Esta proposta se baseia nas seguintes indagações: por que dificilmente os professores participam da elaboração e execução das políticas públicas educacionais e como se percebem, se apropriam e atuam em relação ao monitoramento e avaliação do PME? Durante o minicurso serão realizadas as seguintes etapas: (i) discussão teórica sobre políticas públicas educacionais e formação política dos professores; ii) análise da meta 15 do Plano Nacional de Educação, que trata da formação dos professores em cursos de licenciatura e construção de estratégias que busquem a formação política através desta meta iii) após discutir a meta e elaborar as ações, analisar-se-á se a prática está fundamentada na teoria que muitas vezes defendemos. Pretende-se com esta proposta, contribuir com a formação política dos professores, incentivando-os a participar dos eventos educacionais e a lutar por uma educação de qualidade.
MINISTRANTE: EDCLEIDE DA SILVA PEREIRA NOVAIS - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, ANDRÉIA CRISTINA FREITAS BARRETO - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
JACIARA DE OLIVEIRA S ANTANA - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 9

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Este minicurso busca conceituar gamificação e sua viabilidade para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem em uma época onde os jovens estão a cada dia mais conectados, apresentando características e exemplos de ferramentas de software que podem ser utilizadas na educação de forma positiva em instituições de ensino públicas. A proposta apresentada traz temática bastante atual e relevante para as instituições de ensino, que em geral não conhecem inúmeras ferramentas oriundas das tecnologias da informação e comunicação, as quais com algum planejamento podem tornar as aulas mais atrativas e dinâmicas de forma facilitada, gerando efeitos positivos em especial nos jovens. As chamadas tecnologias da informação e comunicação, gamificação, softwares educacionais, ambientes virtuais, internet, sistemas distribuídos, redes de computadores, inclusão digital das escolas, uso de TICs na educação, entre outros. Todos estes temas estão em maior ou menor grau presente no cotidiano do professor, estão, discuti-los é pertinente abordando conceitos, características, buscando despertar a curiosidade dos participantes, em seguida, a partir de trabalhos práticos, será apresentado diversos exemplos de ferramentas, onde os participantes poderão testá-los, sendo convidados a apresentar uma proposta de aula utilizando algum recurso para apresentação final. Ao final, busca gerar uma compreensão sobre a viabilidade do uso de conceitos e características dos jogos na educação, de forma positiva e facilitada, além, de forma teórica, apresentar ferramentas gratuitas e úteis aos cursistas, afim de que as utilizem, bem como, tenham interesse em pesquisar outras de acordo com as suas áreas de atuação.
MINISTRANTE: FRANCISCA MONTEIRO DA SILVA PEREZ - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (UFERSA), ÂNGELO GUSTAVO MENDES COSTA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (UFERSA), ULISSES DE MELO FURTADO - FUNDAÇÃO GUIMARÃES DUQUE (FGD)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O objetivo desse minicurso é desconstruir os processos normativos acionados na educação brasileira a partir das assertivas “queer” ou “transviadas” e principalmente de categorias utilizadas por Judith Butler (2002, 2006, 2010, 2016) tais como enquadramento, inteligibilidade, reconhecimento, vulnerabilidade, precariedade, performatividade e policiamento de gênero, abjeção. O minicurso se propõe a repensar as práticas educacionais brasileiras em uma tentativa de fomentar uma educação na/pela/para diferença, contra-heteronormativa e para os direitos humanos, não apenas nos processos escolares como também nas formações de professores.
MINISTRANTE: FABRÍCIO DE SOUSA SAMPAIO - INSTITUTO FEDERAL DO MARANHÃO (IFMA)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 17

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A situação problema é definida como uma situação didática, que deve direcionar o estudante na realização de uma tarefa que não pode ser executada sem efetuar uma aprendizagem significativa. Esta aprendizagem apresenta-se como o verdadeiro objetivo da situação-problema, e acontece quando o sujeito consegue vencer o obstáculo na realização de uma determinada atividade. Esta produção impõe a aquisição, e uma e outra devem atuar como objeto de avaliações distintas (MEIRIEU,1998). O presente minicurso tem como objetivos: Discutir as características que envolve o Ensino de Química a partir do movimento CTSA; Apresentar os pressupostos teóricos e metodológicos que sustentam as discussões em torno do uso da estratégia de resolução de problemas no ensino de Química; Apresentar propostas de ensino a partir do uso de situações problemas com ênfase na abordagem CTSA; Instrumentalizar os participantes para aprender a elaborar situações problemas, tomando como base os conteúdos de Química presentes no currículo da Educação Básica. Espera-se que a presente proposta possa despertar motivação e interesse nos professores, para o planejamento de propostas de ensino com ênfase na Resolução de Problemas, buscando desenvolver um ensino de Química construtivista, problematizador, contextualizado e interdisciplinar. Nesse contexto, acredita-se que esta proposta estará contribuindo na formação dos sujeitos participantes, para que eles possam melhorar o ensino de Química no contexto da Educação Básica, minimizando as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos alunos em conteúdos que se apresentam com um alto grau de complexidade.
MINISTRANTES: PATRICIA FERNANDES TOMAZ - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA (UEPB), THIAGO PEREIRA DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO (NIVASF)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 18

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O objetivo deste minicurso é apresentar as literaturas contemporâneas de escritoras negras que atuam no Brasil e nos Estados Unidos, países que abrigam as duas maiores populações negras fora da África. O minicurso também se propõe a realçar o impacto social da literatura através de um olhar atento ao engajamento dessas escritoras em lutas contra discriminação de ordem variada em sociedades democráticas, como racismo, sexismo e intolerância com religiões de origem africana. A oferta deste minicurso está em consonância com os esforços da comunidade internacional para combater a discriminação racial em todas as esferas da sociedade e divulgar o conhecimento a respeito da herança cultural das pessoas negras e suas contribuições fundamentais para a humanidade. Para isso, a ONU estabeleceu o decênio de 2015-2024 como a Década Internacional dos Afrodescendentes, reconhecendo a urgência da promoção e proteção dos direitos humanos de um contingente de aproximadamente 200 milhões de pessoas de ascendência africana espalhadas pelo mundo. No Brasil, as leis 10639/03 e 11645/08 incluem no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Além da relevância de temas que versam sobre as diversas jornadas e contextos dos afrodescendentes, considera-se a importância da autoria e ponto de vista negros dessas literaturas com linguagem atenta à expressão individual e coletiva e que combate essencialismos e estereótipos, e preocupadas com a formação de um público leitor que se identifica com as demandas sociais dessa parcela da população. Este minicurso pretende alcançar pesquisadores interessados nas implicações críticas e culturais das questões étnico-raciais, bem como educadores em busca de recursos didáticos para o trabalho docente que contemple demandas sociais.
MINISTRANTE: FELIPE FANUEL XAVIER RODRIGUES - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 23

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O presente minicurso é produto de um mestrado profissional stricto sensu que se propõe discutir a modelagem matemática no âmbito da formação docente e de práticas escolares inovadoras no campo profissional e de pesquisa da Educação Matemática. Nesse sentido, situamos a modelagem matemática como objeto de estudo de professores, pesquisadores e educadores matemáticos há pelo menos 20 anos, tendo como pretensão central nos trabalhos desenvolvidos a busca por práticas educacionais que qualifiquem o ensino-aprendizagem de Matemática e a formação sócio-cultural e tecnológica do cidadão frente à sociedade pós-moderna (BARBOBA, 2001; BASSANEZI, 2011; BIEMBENGUT e HEIN, 2013). Assim sendo, percebemos que o envolvimento e o interesse de matemáticos ditos puros ou aplicados e de educadores matemáticos pela modelagem matemática têm gerado múltiplas facetas e ajustes em suas concepções e conceitualizações, considerando e respeitando os objetivos de trabalho, os agentes envolvidos e os contextos vislumbrados. Desse modo, o campo teórico-metodológico no cenário mundial e nacional contempla a modelagem matemática em três tendências ou vertentes principais de trabalho. Tratam-se: da corrente científica; da corrente pragmática; e da corrente sóciocrítica. Estas tendências apresentam relações diretas com as perspectivas da Matemática Pura; da Matemática Aplicada; e da Educação Matemática, respectivamente, e tem implicações conceituais e curriculares referentes à sua implementação no espaço educativo (BARBOSA, 2004). As linhas práticas, isto implica em definições diferenciadas para a modelagem matemática: ela pode ser entendida como uma arte de elaborar e analisar modelos matemáticos a partir de uma perspectiva interdisciplinar e/ou intradisciplinar; pode ser entendida como uma metodologia de ensino-aprendizagem e também pode ser entendida como um ambiente de aprendizagem. Ideias envolvendo a resolução de problemas e a Etnomatemática também estão em intersecção com a modelagem matemática. Em linhas curriculares, reflexões sobre como implementar a modelagem nas aulas de matemática têm sido travadas nos debates teóricos. Autores como Barbosa (2001), Ribeiro (2008) e Bassanezi (2011), apontam que é possível superar as dificuldades postas pelo atual sistema educacional e explorar a modelagem matemática tanto na Educação Básica quanto na Educação Superior. Nesta ótica, Percebemos a modelagem matemática situada no currículo escolar e no estudante. Entretanto, entendemos que é necessário reunir esforços e situá-la também no professor, já que não é observado um quantitativo significativo de pesquisas acadêmicas acerca da modelagem matemática na formação do professor que ensina matemática (BARBORSA, 2001; BIENBENGUT, 2009). Como consequência do exposto, questionamos: como podem professores de matemática que não receberam formação profissional em relação à modelagem matemática fazer uso dela em suas práticas pedagógicas? Como futuros professores de matemática podem inserir a modelagem matemática em suas futuras práticas profissionais se ela não for abordada na licenciatura? Tais perguntas indicam que a formação profissional em relação à modelagem matemática precisa discutir sobre o repertório de saberes necessários para a sua implementação em sala de aula. A necessidade de travar este debate é relevante pela própria essência da modelagem matemática e também pelas demandas do ofício da docência. Portanto, é principalmente por esta necessidade que propomos o presente minicurso tendo como ponto de partida a discussão da modelagem matemática face à formação docente. Em seu desenvolvimento completo, formalizamos o minicurso em três momentos. São eles: 1º MOMENTO: Discussão teórica sobre a modelagem matemática na Educação Matemática face à formação docente, face ao currículo escolar e face às atividades escolares. 2º MOMENTO: Vivência de uma atividade envolvendo o conteúdo matemático de Função Afim e a conta de água de uma residência. Para tanto, utilizaremos a tabela tarifária do nosso estado (PB) e buscaremos responder ao seguinte problema de modelagem: o valor cobrado na fatura doméstica corresponde ao gasto real de sua residência? 3º MOMENTO: Exposição da atividade vivenciada por grupo e discussão final. Para tanto, organizaremos os participantes em grupos de trabalho como estratégia de favorecer a discussão, a interação e a socialização das aprendizagens construídas. Acreditamos que este minicurso possa contribuir com questões da área da educação matemática, fortalecendo-a enquanto campo de investigação e de produção de conhecimentos à medida que: i) favorece o debate sobre a formação profissional de docentes e licenciandos de matemática através da modelagem matemática e seus saberes necessários para o desenvolvimento em sala de aula, refletindo sobre como formar profissionais preparados para atuarem criticamente na sociedade e exercerem a cidadania; ii) proporciona o diálogo com a escola e a licenciatura no tocante à melhoria do ensino e da aprendizagem da matemática, incentivando o trabalho colaborativo em favor da educação matemática do professor, do futuro professor e do aluno; e iii) sugere o desenvolvimento de práticas escolares inovadoras visando formar estudantes reflexivos, autônomos na sociedade e capazes de mobilizar a matemática dentro/fora da matemática e nos episódios socioculturais (BARBOSA, 2004; BASSANEZI, 2011).
MINISTRANTE: CARLOS ALEX ALVES - ESCOLA CIDADÃ INTEGRAL PROFESSOR LUIZ GONZAGA BURITY , CRISTINA SERAFIM SILVA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O mini curso "Músicas para ouvir, sonhar e criar, tem como objetivo despertar o pensamento criativo do aluno e permitir que a imaginação flua ao ponto de colocar suas habilidades de escrita em ação. As atividades consistem em ouvir uma sequencia de 6 músicas eruditas e na sequencia, cada ouvinte relatar o que sentiu e o que esse sentimento trouxe à lembrança. Após os relatos, os ouvintes irár escrever em uma folha o sentimento e a lembranças. Após essa sequencia os ouvintes seráo estimulados a produzirem textos de autoria.
MINISTRANTE: SILVANA LEMES DE SOUZA - UNIVERSIDADE JOHN F. KENNEDY/BUENOS AIRES-ARGENTINA,

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 23

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A busca pela Espiritualidade encerra normalmente dois olhares: de um lado, uma busca externa ao indivíduo, a uma divindade de sua crença; por outro lado, uma busca interior, ou seja, uma harmonização consigo mesmo. Qualquer que seja a escolha individual, este caminho passa pela emocionalidade. O minicurso pretende debater a proposta de Carl Jung, na qual são apresentadas cinco maneiras de apreensão de um objeto: pensamento, sentimento, intuição, percepção e inconsciente. Tendo como objeto de nossa apreensão a Espiritualidade, debateremos o papel de cada elemento, enfatizando o componente emocional. Em suma, a força emocional conduz à disposição, e esta mobiliza a volição inconsciente, sendo este então o acesso ao que entendemos como Espiritualidade.
MINISTRANTE: FABRICIO POSSEBON - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 26

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Pensar a instituição escolar como um espaço de problematização e de contribuição para/no protagonismo social. A escola torna-se um mecanismo de promoção de debates, reflexões e construções de saberes, que atua na luta por equidade de direitos entre os diversos grupos sociais. Assim, temos a escola enquanto espaço cultural e plural em que se faz necessário discutir o respeito à diversidade humana. Nesse sentido, a implementação da Lei 11.645/08, que insere a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Indígena no currículo escolar objetiva atender uma demanda sócio-histórica das etnias indígenas, que foram negligenciadas ao longo do processo de formação educacional brasileira. No entanto, apesar de uma década da obrigatoriedade das temáticas indígenas nos conteúdos escolares, muitos/as docentes encontram dificuldades ao trabalhar com a temática supracitada. E, esse minicurso compreende a necessidade de abordar as metodologias de ensino que versam sobre a história e cultura indígena, ao mesmo tempo, em que pretendemos debater a importância dessa lei como instrumento de discussão para o fortalecimento e reconhecimento das lutas dos movimentos indígenas e o fortalecimento de uma educação para a alteridade.
MINISTRANTE: CIBELLE JOVEM LEAL - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA-UEPB, LIÉLIA BARBOSA OLIVEIRA - FACULDADES INTEGRADAS D EPATOS (FIP)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 26

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As tecnologias estão presentes em nosso cotidiano facilitando as relações interpessoais, trabalhos, estudos, ou simplesmente para diversão. Por conseguinte, a educação possui dois desafios, à saber: o de adaptação aos avanços tecnológicos e a orientação para uso e assimilação dessas tecnologias. A facilidade de integrar imagens e textos através do uso do computador possibilita a elaboração de materiais didáticos multimodais com a associação de diversos recursos semióticos é discutida por Barbosa, Araújo e Aragão (2016) no que se refere à criação de materiais para o processo de ensino e de aprendizagem. É nesta perspectiva que este minicurso se insere, com o objetivo de orientar os profissionais que atuam na educação, sobre a produção e uso de infográficos digitais como recursos multimodais. Os infográficos são definidos por Coscarelli (2016) como sendo textos visuais informativos, em uma mesma composição, contendo informações verbais e não verbais, estas podem ser: hiperlinks, vídeos, som, imagens, entre outros. Eles estão disponíveis em jornais, revistas e outros meios de divulgação. Já os infográficos disponibilizados em sites e portais da internet são conhecidos por infográficos digitais. Estes tipos de infográficos veiculam notícias, informações e curiosidades de forma dinâmica e interativa, e podem ser utilizados como estratégia didática para ensinar conceitos em qualquer área do conhecimento. Como estratégia metodológica, o curso será dividido em três momentos: o primeiro momento será uma roda de conversa para identificar as concepções dos professores sobre a temática em tela. No segundo momento haverá uma exposição por meio de slides, abordando diversos tipos de infográficos que podem ser utilizadas pelos professores no contexto escolar. E no terceiro momento do curso, os participantes serão orientados a elaborar infográficos utilizando seus aparelhos de celular ou computadores. O minicurso se insere no grupo temático Tecnologias e Educação, por apresentar uma proposta de usar os infográficos digitais como recurso multimodal no ensino.
MINISTRANTE: MÁRCIA CRISTIANE ELOI SILVA ATAIDE - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI), ÁGATA LAISA LAREMBERG ALVES CAVALCANTI - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 11

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O mapa mental é uma ferramenta de aprendizagem utilizada para diversos fins dentre eles, a fixação de conteúdos de forma sistematizada. Trata-se de um diagrama simplificado que conecta informações em torno de um tema central e pode ser entendido como uma foto simplificada do pensamento. O objetivo do minicurso é orientar os participantes na elaboração de mapas mentais manuais facilitando assim a capacidade de memorização e o aprendizado em diversas áreas de estudo. A metodologia será trabalhada através de aula expositiva, fichamento de texto, confecção de cartazes(mapa mental) e atividade em grupo. O referencial teórico abordará autores relacionados a Interdisciplinaridade como FAZENDA (2002), Aprendizagem Significativa MOREIRA (1998) e mapas mentais MOREIRA (1987) e ONTORIA (2004). Os mapas são portanto, uma revolucionária ferramenta usada para auxiliar as pessoas a conseguir libertar o potencial do cérebro. Dessa forma, acredita-se que o minicurso será uma forma prática de compreender o uso da ferramenta de maneira interdisciplinar.
MINISTRANTE: SAMIA MAGALY LIMA DE MEDEIROS SOARES - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RN (UERN), ROMMEL WLADIMIR DE LIMA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RN (UERN)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O minicurso tem por objetivo geral abordar uma proposta didática baseada nas medidas antropométricas (peso, altura, circunferência da cintura, entre outras) sob a óptica da Modelagem Matemática. Essa prática pedagógica pode ser desenvolvida pelos professores de Matemática, Biologia e Educação Física em sala de aula, envolvendo assuntos diversos do cotidiano do aluno, seja no Ensino Fundamental e/ou no Médio. Contribui, ainda, para um aprendizado relevante e instigante que ultrapasse a importância sobre os cuidados com o corpo e a qualidade de vida do indivíduo. A explanação do tema dar-se-á em alguns momentos: apresentação dos autores e minicurso; explanação história e teórica sobre qualidade de vida bem como Modelagem Matemática; prática de medidas e cálculos de índices corporais; análise da abordagem de tais índices em livros didáticos de Matemática.
MINISTRANTE: JOSÉ MAWISON CÂNDIDO DE LIMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE), RAFAEL JOSÉ DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE) E INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO (IFPE)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 12

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Em um golpe sem armas, sem tanques ou baionetas, judiciário e imprensa são de fato os principais instrumentos de legitimação. Singer, 109, p.2016). Diante do quadro de seguidos e constantes retrocessos pelos quais vive o nosso país, precisamos urgentemente insistir na promoção da organização educacional e política contra o golpe que a princípio aparentava ser exclusivamente político, mas que na verdade se configurou em facetas parlamentares, midiáticas e jurídicas. O que parecia ser uma caça a um partido político(PT –Partido dos Trabalhadores) ou a figuras políticas emblemáticas (Lula e Dilma Roussef) na verdade representou uma forte afronta aos Direitos Humanos. Traduzindo em outros termos, o grande inimigo do golpe não são as figuras políticas ou o partido político acima mencionado, mas sim a preservação da dignidade humana e a garantia dos direitos humanos fundamentais. A cronologia orquestrada do golpe, inteligentemente intitulada de “Reformas” nos ajudará a entender isso. A aprovação da PEC 241 limitando os gastos públicos pelos próximos 20 anos representou uma séria ameaça aos dois direitos básicos fundamentais tão conclamados em nossa tenra constituição: saúde e educação. A Reforma do Ensino Médio e a decretação da “morte” das ciências humanas com veremos fragilizam o processo formativo de estudantes conscientes, críticos e transformadores de sua realidade. A Reforma Trabalhista e a recente portaria do Ministério do Trabalho que alterou o conceito de trabalho escravo(Portaria suspensa em 24 de Outubro pela Ministra do STF Rosa Weber) representaram como um duro golpe aos direitos trabalhistas tão duramente conquistados e consolidados na CLT. Por fim, a espera da Reforma da Previdência e o comprometimento do tão sonhado direito de se aposentar configura-se como baque em uma das parcelas mais vulneráveis da população, os idosos e o direito a um fim de vida melhor. No contexto educacional, um cenário de violações e retrocessos aos direitos humanos se apresenta, exigindo de nós enquanto educadores que assumamos uma docência comprometida com os princípios dos direitos fundamentais da existência humana. Essa mesma dinâmica sempre esteve presente nas opções educacionais. Historicamente, no Brasil, moldou-se uma educação sempre pensada para justificar e ampliar as desigualdades e conservar os lugares já conquistados pelas elites .(Singer, 2016, p. 147) Assim, a recente aprovação da PEC 241(que estabelece um limite para os gastos públicos do governo federal pelo período de 20 anos), a promulgação da Lei 13.415 que reformulou o ensino médio brasileiro e os seus impactos na constituição da BNCC, bem como as discussões aligeiradas e superficiais conduzidas pela mídia, sobre a Ideologia de gênero e sobre o projeto Escola sem Partido reforça a tese de uma educação de caráter excludente, consistindo em sérias ameaças aos direitos a concepção da educação como direito fundamental tão bem conclamada na nossa constituição. Diante do exposto, nossa proposta de pesquisa ter-se-á como principal questão problema: Como o Golpe Institucional iniciado no ano de 2016 e ainda em curso se afigura como uma afronta aos Direitos Humanos? Alinhadas a essa problemática principal é forçoso também questionar: como o pouco espaço destinado as disciplinas da área de humanas, em específico a Filosofia e a Sociologia, diante da não obrigatoriedade das mesmas na constituição da nova BNCC fragilizam o “Educar em Direitos Humanos? Como inserir a temática dos Direitos Humanos na Educação Básica sem a valiosa contribuição das disciplinas de humanas, como essenciais nesse processo formativo? Como objetivos geral elegemos: Discutir como o Golpe institucional ainda em curso tem como questão de fundo a caça aos Direitos Humanos. Como objetivos específicos temos: Entender as facetas parlamentares, midiáticas e jurídicas do golpe; Refletir sobre os impactos do golpe no âmbito educativo. Perceber como a fragilização das ciências humanas impede a inserção dos Direitos Humanos no contexto educacional. O presente trabalho situa-se no campo da Educação, mas particularmente nas discussões relativas ao Ensino de Filosofia no contexto da Educação em Direitos Humanos na Educação Básica, em interface com alguns documentos oficiais da que orientam as políticas educacionais, quais sejam, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos no tópico que versa sobre a Educação Básica, a constituição da Nova BNCC(3º versão ainda em construção na parte referente ao ensino médio) e os impactos trazidas a mesma com a publicação da Lei 13.145 que reformulou o ensino médio brasileiro. Como embasamento teórico, subsidiar-me-ei da discussão da Educação em Direitos Humanos de Candau (2015), Silveira et al(2007), Flores et al(2014), Ferreira, Zenaide e Dias(2010) bem como da problematização sobre o golpe iniciado no país em 2016, usarei como aporte teórico Slavieiro(2016), Singer et al(2016) em diálogo com os documentos normativos que orientam as políticas educacionais referente as temáticas citadas: PNEDH(2006), BNCC(2018) e Lei 13.145(2017). Como percurso metogológico, no tocante a natureza das fontes para abordagem do objeto trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental. A Pesquisa bibliográfica segundo Severino (2007) “é aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrentes de pesquisas anteriores, em documentos impressos como livros, artigos, teses etc. utiliza-se de dados os categorias teóricas já trabalhadas por outros pesquisadores devidamente registrados.( p.122). Ainda de acordo com Severino no tocante a pesquisa documental ele sustenta que “ tem se como fonte documentos no sentido amplo, ou seja, não só de documentos impressos, mas sobretudo de outros tipos de documentos”.(2007, p. 122). Assim, será feita uma análise dos principais documentos oficiais que respaldaram as reformas do ilegítimo governo, com destaque para os que dizem respeito as questões educacionais de modo que se possa perceber como os mesmos representam uma séria afronta a garantia, preservação e promoção dos Direitos Humanos na sociedade. Assim, nossa proposta de Minicurso parte da proposta de um saber-fazer docente crítica, reflexiva e transformadora partindo do pressuposto de que não há como se fazer educação no atual contexto político educacional brasileiro sem conhecer a conjuntura sócio- política na qual a Educação está inserida. Diante disso, a presente proposta relaciona-se com a discussão crítico-reflexiva no âmbito educacional voltada para uma ação pedagógica consciente, propondo uma atividade que conduza a uma problematização dos contextos educacionais na conjuntura do atual cenário da política brasileira, em consonância com a Proposta do GT 11(Grupo de Trabalho) do V CONEDU no tocante a compreensão da complexidade dos processos educacionais que se preocupam com a eliminação ou minimização das exclusões a partir dos Direitos Humanos, busca-se contribuir de forma incisiva no processo formativo profissional e crítico-reflexiva de educadores, futuros educadores e demais interessados, oferecendo aos mesmos, através de uma análise detalhada do atual cenário político brasileiro, subsídios teóricos para se pensar a realidade educacional para que possamos lutar juntos na construção de uma sociedade em que os Direitos Humanos se afigurem como um valor fundamental. Palavras Chave: Direitos Humanos. Golpe. Educação em Direitos Humanos.
MINISTRANTE: TERCIO RAMON ALMEIDA SILVA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O minicurso trata de fundamentos do uso de Role Playing Games (RPG) e Jogos Eletrônicos em vários níveis de educação básica. De forma geral, serão apresentados conceitos sobre: O Jogo e a Ludicidade; O jogo no processo de Aprendizagem; O Lúdico no processo de Aprendizagem, que cabem tanto ao módulo RPG quanto ao que concerne Jogos Eletrônicos. Um dos eixos norteadores da atual LDB é o trabalho multi ou interdisciplinar. Neste contexto, encontramos nos jogos analógicos RPG (Role Playing Game) e nos Jogos eletrônicos, ferramentas que auxiliam na tarefa de tornar o ambiente de sala de aula mais dinâmico e lúdico. Há uma extensa literatura em português (http://rpgsimples.blogspot.com.br/p/rpg-e-educacao.html) do uso do RPG em educação, que demonstra a viabilidade, do mesmo como ferramenta intrinsecamente interdisciplinar, durante o minicurso serão abordados temas como: Pesquisas com RPG no Brasil; O RPG pedagógico; Práticas realizadas na escola; e será feita Prática de jogo com os participantes. Já os jogos eletrônicos são, atualmente, testados com rigor científico, por estudiosos na área da educação, como Mark Prensky, que discorre de forma didática, sobre Jogos eletrônicos para a escola; Os níveis de aprendizagem em jogos eletrônicos; O facilitador terá o papel de mostrar aos participantes do curso: Interface de alguns jogos e sua relação com o Ensino; Práticas desenvolvidas na escola; Sugestões práticas; Praticar os níveis de aprendizagem em jogos selecionados.
MINISTRANTE: FABRÍCIO DA COSTA CAXIAS

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

Segundo Marcuschi (2010), em virtude dos postulados enunciativos da linguagem (em especial, da Linguística de Texto), a escrita assumiu o patamar de prática interlocutiva entre leitor-texto-autor, cuja efetivação acontece mediante gêneros textuais procedentes de distintos contextos situados. Desde a segunda metade da década de 90, o trabalho pedagógico do ensino da produção de texto escrito vem, continuamente, vivenciando um amplo quantitativo de comutações. Estas estão diretamente vinculadas à publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (BRASIL, 1997). Esse documento oficial concebe os gêneros como objetos de ensino, orientando a efetivação de um trabalho pedagógico assentado na variedade textual. Para esse documento oficial, a escola tem como meta contribuir para a formação de produtores de texto competentes. Para isso, essa instituição deve efetivar situações didáticas calcadas na diversidade de gêneros, assim como na perspectiva do letramento. Tais situações devem envolver situações reais (formais e informais, que procedem de esferas públicas e privadas), bem como a exploração das características sociocomunicativas dos gêneros. Esse trabalho deve acontecer em etapas consecutivas (o planejamento, a elaboração, a revisão e a reescrita). O que envolve diferentes atividades pedagógicas, como é o caso das sequências didáticas. O presente minicurso tem como objetivo refletir acerca da utilização das sequências didáticas, em prol do trabalho pedagógico do ensino da produção de texto escrito. O referido minicurso terá como etapas: (I) Explanação teórica sobre a evolução histórica do ensino da produção de texto no Brasil; (II) Explanação teórica sobre o conceito de sequência didáticas; (III) Explanação teórica sobre orientações dos PCNs sobre o ensino da produção de texto escrito; (IV) Realização de atividades com elaboração de sequências didáticas a partir do gênero anúncio publicitário.
MINISTRANTE: SILVIO PROFIRIO DA SILVA

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 13

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O Curriculum Lattes, elaborado através da Plataforma Lattes, gerida pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), tem se tornado presença constante na vida acadêmica e profissional de estudantes e pesquisadores do Brasil. Atualmente, ele é adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa. Este minicurso tem como objetivo principal demonstrar a importância do Curriculum Lattes, que pode ser a porta de entrada para o mundo do trabalho ou das pesquisas, bem como fornecer informações acerca de como é possível qualificá-lo através de cursos on-line, uma forma rápida e prática de aprender. Cursos de aperfeiçoamento ou atualização também podem contribuir para a conquista de um bom emprego ou daquela promoção tão desejada. Muita gente até busca se aperfeiçoar, mas tem pouco tempo e/ ou dinheiro para tal. Para essas pessoas, os cursos on-line gratuitos ou de baixo custo podem ser um caminho interessante. Para o desenvolvimento deste minicurso será utilizada uma metodologia participativa e de troca de ideias, contemplando as seguintes atividades: demonstração de como são feitos o cadastro e a atualização de Informações na Plataforma Lattes e apresentação de cursos online e com certificado que podem ajudar a turbinar o currículo Lattes dos participantes.
MINISTRANTE: APARECIDA DA SILVA XAVIER BARROS - INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA (IFPB), WINNIE GOMES DA SILVA - UNIVERSIDADE FEDERAL D EPERNAMBUCO (UFPE)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 0

O ensino de Línguas estrangeiras sempre foi um desafio na escola pública. Seja por causa da falta de estrutura para um ambiente propício ao aprendizado ou pela falta de interesse e engajamento por parte dos alunos, as disciplinas de Inglês e Espanhol sofrem pelo desestímulo. Diante disso, o objetivo deste minicurso é mostrar como as boas práticas de ensino de Línguas estrangeiras podem potencializar o engajamento e a aprendizagem dos alunos. Baseados principalmente na hipótese do filtro afetivo de Stephen Krashen e no sócio-interacionismo de Vygotsky, mostraremos como o uso de música e jogos pode ampliar o interesse dos alunos na língua – alvo, melhorando seu engajamento e potencializando a sua aprendizagem.
MINISTRANTE: MARINA JACINTO DA SILVA OLIVEIRA - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO - IFPE ISABEL PAULINE LIMA DE BRITO– INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO - IFPE

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 2

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A atividade“ Utilização do origami como estratégia para o ensino de geometria espacial ” apresenta uma proposta para a construção de um prisma, em especial o paralelepípedo, utilizando técnicas de dobraduras (origami) para a sua confecção. A atividade utiliza como instrumento de aprendizagem a construção passo a passo dos módulos a serem utilizados na confecção do paralelepípedo. Com isso, em vez de levar as construções prontas para a sala de aula, o professor deve junto com os seus alunos trabalhar na construção do paralelepípedo , realizar abstrações, analisar propriedades e estabelecer relalção com outras figuras geométricas. Essa atividade foi elaborada para explorar conhecimentos de geometria espacial com alunos da educação básica. Entretanto, deve-se levar em consideração o nível de abordagem e exploração do processo de construção e da figura geométrica para que assim o aluno consiga adquirir, aprimorar e fixar os conteúdos estudados em sala de aula.
MINISTRANTE: GLAYDSON FRANCISCO BARROS DE OLIVEIRA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO - UFERSA OTÁVIO PAULINO LAVOR - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO - UFERSA LEOCIDES GOMES DA SILVA - ESCOLA ESTADUAL 20 DE SETEMBRO (EE20S

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 24

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A proposta para este minicurso surge da necessidade de fazer algumas reflexões sobre certas questões que envolvem variação e mudança linguística, com implicações diretas no ensino da língua, a partir de pressupostos linguísticos calcados na geossociolinguística e na linguística histórica, sobre certas questões que envolvem variação e mudança linguística, com implicações diretas no ensino da língua materna. Discutiremos a língua como atividade social e as variedades linguísticas de natureza fonética e lexical, buscando uma metodologia apropriada para explicar os porquês conceituais, considerando a diversidade linguística e o aprimoramento da competência comunicativa dos alunos e, assim, procuraremos apresentar algumas sugestões metodológicas para o ensino de gramática, não eximindo, obviamente, o tratamento à questão da norma, ao valor social das formas variantes e ao preconceito linguístico. Munidos de conceitos básicos das variações regional e social, a partir de Chambers e Trudgill (1992) e Labov (1972) e a aplicação dessas variações no Ensino de Língua Portuguesa (AGUILERA et al, 2004; CARDOSO; MOTA, 2006), tentaremos, ainda, concluir se o ensino gramatical ‘tradicional’ e o papel social da escola, conforme proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa, estão de acordo com as necessidades vivenciadas na prática de sala de aula.
MINISTRANTE: EDMILSON JOSÉ DE SÁ - CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE (CESA) E UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO (UPE))

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 13

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Esta reflexão conjunta intenta lançar um incômodo intelectual acerca da existência de preceitos socráticos na concepção de um projeto pedagógico desenvolvido em uma Escola Pública Federal do Rio de Janeiro. A base teórica que aguçará essa reflexão será oferecida pelas teorias de Sócrates que, dentre outras coisas, foi um filósofo-educador. A sua filosofia, voltada para o ser humano e, principalmente, para o “conhece-te a ti mesmo”, nos permite um olhar sobre o mundo sem um reforço ao dualismo que parece surgir sempre que nos confrontamos com a aquilo que nos cerca. Sócrates, após saber que o oráculo de Delfos o havia categorizado como o homem mais sábio de Atenas, buscou entender tal desígnio, descobrindo-se, ao final, como possuidor de uma das maiores sabedorias: saber que nada sabe. É neste viés – o do saber que nada se sabe e do querer aprender – e com auxílio de uma experiência concreta, que refletiremos sobre a existência de um projeto pedagógico que se encontra em fase de autoconhecimento. A experiência concreta será o quadriênio do projeto “Tirando Dúvidas, Sanando Dívidas”, desenvolvido no Colégio Brigadeiro Newton Braga (CBNB), na cidade do Rio de Janeiro. Analisaremos, com/através do instrumental socrático, o que seria esse “conhecer a si mesmo” como projeto pedagógico: o entrever que aquilo para o qual se estruturou, o seu objetivo inicial e o aporte teórico ou intuitivo, pode não ser mais o seu norte, restando, agora, como apenas mais um entre tantos outros componentes que se mostraram e se mostram no desenvolver de todo projeto. Tal antever seria esse conhecer-se a si mesmo socrático, uma simples perda de rumo ou, ainda, aquilo de pior apontado por Sócrates – o “pensar que sabe”. Para isso, propomos indicar os momentos pelos quais entendemos que o projeto pedagógico analisado passou, bem como se essa experiência analítica pode servir como auxílio para a construção de outros projetos pedagógicos. Encerrando, trocaremos experiências com os participantes para que, socraticamente, descubramos em que momento nos encontramos nas reflexões educacionais.
MINISTRANTE: JANAÍNA MOREIRA PACHECO DE SOUZA – UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ/CBNB) RÔMULO CESAR DE ALBUQUERQUE - COLÉGIO BRIGADEIRO NEWTON BRAGA (UERJ/CBNB)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 24

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A publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) têm gerado insegurança e consequente reflexão acerca de como colocar em prática o que está posto no documento. Dentre as novidades está à organização dos currículos a partir das dez competências gerais que normatizadoras. Torna-se essencial que se conheça os pressupostos dos currículos baseados em competências e que se compreenda como a aprendizagem centrada no estudante pode funcionar como um possível caminho para atingir as dez competências gerais propostas. Buscaremos vislumbrar possibilidades que possam ir além dos processos de ensino e aprendizagem essencialmente transmissivos, relacionados a conteúdos e objetivos estáticos e pré-determinados, com pouca ou nenhuma relação com a realidade contextual dos alunos, valorizando, assim, estes enquanto agentes ativos nos processos de ensino e aprendizagem, promovendo ações que favoreçam a prática de um processo que seja centrado no aluno, estimulando a criticidade e criatividade. As competências e a aprendizagem centrada no estudante envolvem ações diversas que impliquem no afastamento de modelos de organização e de construção de currículo com visão conteudista e na consequente transmissão, majoritariamente, centrada no papel do professor, no livro didático ou até mesmo no uso das tecnologias, que quando não bem planejado acaba pecando em repetir o que tradicionalmente já se faz. O minicurso será dividido em dois momentos principais: o primeiro enfocará o estudo das temáticas aqui descritas e o segundo será organizado como “learning cafe” (roda de conversa em grupos interativos) em que os participantes pensarão e socializarão caminhos para efetivar a aprendizagem centrada nos estudantes e no enfoque das competências. A proposta é importante para a formação profissional e crítico-reflexiva visto que abordará uma questão atual que envolve as práticas dos profissionais da educação. O minicurso apresenta relação com as temáticas a serem abordadas no congresso, dentre elas, as do GT2 (Didática, currículo e políticas educacionais) e GT 17 (Ensino e suas intersecções).
MINISTRANTE: JESSICA KELLY SOUSA FERREIRA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA (UEPB)

Carga Horária: 04

Vagas Disponíveis: 18

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O Minicurso intitulado “Crescer sem Violência” propõe compartilhar a experiência e metodologia do Projeto Crescer sem Violência, realizado pelo Canal Futura em parceria com Unicef Brasil e Childhood Brasil. A proposta é realizar uma ação de sensibilização para a temática da prevenção e enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes, voltada para profissionais da educação, estudantes, pesquisadores e demais participantes do CONEDU interessados na temática. O Futura, ao longo dos seus 20 anos de atuação, tendo o compromisso com a transformação social na centralidade de suas ações, têm produzido conteúdos audiovisuais, desenvolvido metodologias e implementado projetos ligados às causas da educação, infâncias e juventudes. Em suas ações e projetos voltados para às infâncias, o Futura se baseia nos referenciais teóricos da Educação Integral e Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, que visa o desenvolvimento integral do ser. A Produção Colaborativa, Mobilização Social e Comunicação, também são questões centrais no fazer do Futura. Os objetivos deste trabalho proposto são: apresentar as séries que integram o Projeto Crescer sem Violência como ferramentas pedagógicas realizadas pelo Canal Futura em diálogo com organizações de referência na temática; dar visibilidade às questões relacionadas à prevenção e o enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes, em especial às violência sexuais, socializar as ações implementadas em diversos Estados ao longo dos últimos dez anos do projeto “Crescer sem Violência” com a Rede de Proteção e Redes Escolares, realizar uma vivência a partir dos conteúdos dos Kit Pedagógico Crescer sem violência, com os participantes do Minicurso. A metodologia proposta é a realização uma Oficina Pedagógica, a partir de atividades lúdicas e dinâmicas reflexivas, com exibição de vídeos, seguida de uma Roda de Diálogo sobre a temática da garantia de direitos e enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes. Como resultados pretendemos ampliar o diálogo com Profissionais da Educação, Educadores, Professores, Estudantes, propondo e potencializando as possibilidades de utilização dos conteúdos e metodologias do projeto, disseminar os conteúdos produzidos pelo Futura e estabelecer um diálogo com os participantes do Congresso Nacional de Educação.
MINISTRANTES: CINTHIA CAMARA AZEVEDO TRAVASSOS SARINHO (CANAL FUTURA), PRISCILA PEREIRA DA SILVA (CANAL FUTURA).

Carga Horária: 4

Vagas Disponíveis: 57

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V Congresso Nacional de Educação

Experiências educadoras: sujeitos, formações e práticas